Edição nº 1937 - 11 de março de 2026

João Carlos Antunes
Apontamentos da Semana...

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO tomou esta semana posse como Presidente da República. O ato marca o início de um novo ciclo que, se se cumprir a tradição, se prolongará por dez anos. Se depois de um presidente Cavaco Silva, seco e distante, pouco afetuoso, soube bem a descompressão com um presidente Marcelo Rebelo de Sousa, informal, próximo das populações, rei das selfies, e autor de algumas boutades que ficam no anedotário nacional e a não resistir comentar com a Comunicação Social, por vezes com palavras assassinas, o momento político, nacional ou internacional.
Depois da passagem da pasta Marcelo saiu pelo seu pé, sozinho, subiu a calçada em passo acelerado, deixando sem fôlego, os jornalistas que o acompanhavam e saiu de cena, despojado, no seu carro particular, cumprindo o que prometera e que parecia difícil de cumprir: sem falar com os jornalistas. Um novo ciclo inicia-se agora com António José Seguro, o presidente eleito com um nível de participação que a tragédia que por esses dias se viva não deixava adivinhar e que resultou numa votação esmagadora no candidato que se opunha ao populismo da direita radical.
Nas palavras de Aguiar-Branco, a escolha de António José Seguro, significa “que os portugueses acreditam no nosso regime democrático, construído ao longo de 50 anos”. Um novo ciclo que será certamente a continuação de uma magistratura de afetos, mas com um presidente mais formal, mais previsível (alguns poderão achar que este traço de caráter significa ser chato...) e comedido nas palavras. Próximo das populações, nas suas próprias palavras, sendo presidente para um Portugal inteiro mas que certamente não esquecerá as suas origens, garantindo que o Interior não seja esquecido nos gabinetes do poder.

NESTA EDIÇÃO da Gazeta do Interior divulgamos várias reações de partidos, autarquias, incluindo a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e organizações de utentes ao fecho da Linha da Beira Baixas e a preocupação com duração prevista para a sua recuperação. A previsão de uma suspensão do tráfico ferroviário, de pelo menos seis meses, para reparação dos estragos provocados pelas tempestades, significará muito provavelmente um par de meses mais. Como utente regular dos serviços, e não sendo especialista na matéria, não deixo de considerar o tempo exagerado. Representará talvez um menor investimento da CP ou um desprezo pelas populações do interior. Compare-se com a rapidez com que foi reparada a A1. Estamos lembrados de quando a CP pôs a circular as carruagens conhecidas como Lili Caneças, jovens por fora, bastante desconfortáveis por dentro, pensadas para viagens de curta duração. Só as reclamações de autarquias e deputados do Distrito fizeram a empresa voltar às atuais carruagens, antigas mas bem mais confortáveis. Sem descurar a segurança dos passageiros, seria bom que as entidades responsáveis viessem esclarecer com clareza o processo de reparação da via, que justifique um tempo de suspensão tão prolongado.

11/03/2026
 

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