Alunos da USALBI visitam Lusa e Medialivre
Um grupo de cerca de 30 alunos da Universidade Sénior Albicastrense (USALBI) visitou a Agência Lusa e a Medialivre, no âmbito da disciplina Comunicar/Noticiar, depois de um contacto de Cristina Mota Saraiva.
No decorrer da visita, segundo é adiantado, “os alunos participaram numa discussão sobre o atual ecossistema da informação, onde se misturam notícias verificadas e rigorosas com falsidades, meias mentiras, narrativas enviesadas, discurso de ódio e muita falta de empatia pelo outro. Vivemos uma época complicada, especialmente para quem fez uma vida inteira a trabalhar, e agora que tem alguma disponibilidade para explorar as novidades que nos chegam pelo telemóvel, encontram tantas armadilhas”.
Ao longo do dia abordou-se “o tema da desinformação, mas também se explorou a importância de se estar informado, com informação rigorosa”, bem como “dicas e truques para evitarmos as mentiras. As razões da crise do modelo de negócio do jornalismo, os tiros nos pés que tantas redações cometem na busca do clique, da audiência, esta tentação quase inexplicável das televisões para encherem os ecrãs horas e horas com jornalistas a dizerem «eu acho isto, eu acho aquilo»”.
É igualmente adiantado que “jornalismo não é achismo. Jornalismo trabalha factos e usa fontes. É muito importante esta mensagem. Sentiu-se que gerou surpresa nos alunos, carregados de uma tremenda sabedoria de vida, fruto das muitas experiências que viveram, mas não estavam preparados para estas realidades de tanta dissimulação, falsidade e falta de valores que grassam nas redes sociais. A desinformação, o discurso de ódio, o pseudojornalismo, o bullying, as armadilhas informáticas à procura de pessoas menos informadas para lhes roubarem dinheiro. São mesmo muitos os desafios que se colocam nos dias de hoje e é fundamental que todos, independentemente da idade, estejam atentos e sejam críticos de tudo o que recebem nos seus telemóveis. Conhecer o processo jornalístico é um passo importante para se saber orientar neste mundo caótico de informação e desinformação, tudo misturado nas mesmas plataformas. Cidadãos conscientes da importância da informação credível e mais críticos de muito do que recebem de forma avassaladora nas redes sociais, são cidadãos mais capazes na tomada de decisão em sociedade”.
A sessão foi dinamizada pelo jornalista da Lusa João Pedro Fonseca.