António Tavares
Editorial
A Barragem Ocreza/Alvito está de novo no centro das atenções de todos. Tudo, porque o Primeiro Ministro, Luís Montenegro, garantiu, na apresentação do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que esta será uma das quatro novas barragens a construir.
Ou seja, uma aspiração velha de anos, que já é esperada há algumas décadas, vê, agora, uma nova luz ao fundo do túnel, que poderá levar à sua desejada concretização.
Mas, como o tempo, que é bom professor, ensina, para já é melhor não fazer a festa, porque, afinal, ao longo destes anos as promessas da sua construção já foram muitas, com um ponto em comum, pois todas ficaram por concretizar.
Como realça, e bem, a antiga expressão idiomática portuguesa, é Ver para crer.
Resta assim esperar que se dê o passo para sair das promessas, das palavras, e a Barragem comece a ganhar corpo no terreno.
Barragem que não é uma infraestrutura importante apenas para o Distrito de Castelo Branco, mas para todo o País. Desde logo, pelo aproveitamento da água que sempre foi e cada vez mais é um bem precioso.
A Barragem Ocreza/Alvito, perante as alterações climáticas, assume um papel determinante, uma vez que aquando de secas será um reservatório importante de água, enquanto perante chuvas intensas será um elemento regulador de caudais, com influência direta no Rio Tejo.
E depois há ainda a considerar a mais valia para o turismo e economia da sua zona envolvente, que poderá ser o que fará diferença nesta zona do Interior.