Sociedade de Amigos do Museu vai fazer Atlas do Património Albicastrense
A Junta de Freguesia de Castelo Branco, em conjunto com a Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, organiza, no próximo sábado, a partir das 10 horas, na Capela do Espírito Santo, a Assembleia Comunitária da Memória Histórica e Patrimonial, que tem como objetivo perspetivar o estudo, a intervenção e o acompanhamento comunitário da recuperação dos espaços e da memória patrimonial e histórica da Freguesia de Castelo Branco.
Para a presidente da Sociedade, Celeste Capelo, a coorganização desta iniciativa concretiza uma proposta da Junta de Freguesia, à qual a Associação aceitou, tal como tem acontecido relativamente a outras iniciativas.
Celeste Capelo realça que “estamos sempre prontos para colaborar com todos os poderes, desde que sejamos convocados”, embora realce que lamenta “a falta de convergência entre a Sociedade e a Câmara, ao arrepio da função que estes grupos de amigos dos museus assumem hoje em dia”. Considera que “há muita coisa que se poderia criar em conjunto”, mas reconhece que “não tem havido vontade”. Ainda assim, garante que “não vamos desistir”.
A dirigente sublinha ainda que a Sociedade é “uma associação de amigos, independente”, com sócios “de todas as matrizes partidárias”, defendendo que “o que interessa é o Museu e a sua valorização”.
Recorda igualmente que as propostas e reivindicações da instituição “são conhecidas há uma década” e passam pela melhoria dos espaços expositivos e pelo reforço do corpo técnico.
No capítulo da defesa do património, a Sociedade pretende agora alargar a sua ação ao território da Freguesia, começando pela Zona Histórica de Castelo Branco. Antes das eleições, a instituição encontrava-se já a preparar um processo de classificação do Bairro do Castelo, projeto que continua em desenvolvimento. Outro dos objetivos passa pela realização do Atlas dos Patrimónios da Freguesia de Castelo Branco, que será coordenado por Pedro Salvado, vice-presidente da Sociedade, o qual está já a constituir uma equipa multidisciplinar, integrando sócios e não sócios, provenientes de instituições académicas e científicas. O projeto assumirá uma visão alargada do património, abrangendo as dimensões ambiental, arqueológica e etnográfica, bem como o inventário dos chamados pequenos patrimónios, como pontes históricas, portões de quintas e sistemas de água existentes na Freguesia. O projeto será apresentado publicamente em junho.