UNIVERSIDADE POLITÉCNICA DESDE O DIA 1 DE AGOSTO
Universidade Politécnica de Castelo Branco já é uma realidade
O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) passou a denominar-se, desde o passado sábado, 1 de agosto, Universidade Politécnica de Castelo Branco (UPCB). A mudança de denominação da instituição foi explicada na passada quinta-feira, 30 de julho, pelo então presidente do Politécnico, Luís Farinha, que agora é o reitor da Universidade Politécnica.
Luís Farinha fez questão de realçar que “não é apenas uma transformação de nome. É uma transformação estatutária”, para acrescentar que “esta transformação reconhece o caminho percorrido pelo Politécnico e abre uma nova etapa de exigência, responsabilidade e ambição. Queremos que cada estudante encontre aqui conhecimento, oportunidades e condições para construir um futuro com realização pessoal e profissional”.
Assegurou, também, que “queremos construir uma Universidade Politécnica profundamente comprometida com os estudantes e com o território, aberta ao País e ao Mundo. Uma instituição capaz de transformar conhecimento em oportunidades, inovação e progresso coletivo”.
Posição que foi reforçada pelo presidente do Conselho Geral da instituição, João Carrega, ao garantir que “este é um momento histórico para Castelo Branco”, considerando que “esta é uma Universidade Politécnica que vai ser charneira do desenvolvimento de toda a Região”.
João Carrega avançou que “este é o resultado da caminhada” realizada pelo Politécnico desde a sua criação, ou seja, um percurso de mais de 40 anos, aproveitando para salientar que “praticamente todos os docentes são doutorados” e concluir que “penso que a Universidade Politécnica de Castelo Branco vai ser uma referência a nível nacional”.
No decorrer da conferência de Imprensa, Luís Farinha abordou a transformação que agora ganhou corpo, apontando que “mais do que uma mudança de designação, esta transformação reconhece a qualidade, a maturidade e a capacidade científica alcançadas pelo Politécnico” e foi realçado que “para os estudantes e para as suas famílias, representa a possibilidade de escolher uma instituição pública com maior projeção nacional e internacional, uma oferta formativa completa e uma relação próxima com as profissões, as empresas e o mercado de trabalho”.
Foi igualmente deixada a garantia que a Universidade Politécnica de Castelo Branco “continuará a distinguir-se por um ensino de elevada qualidade, orientado para a prática e sustentado na investigação aplicada, no desenvolvimento tecnológico, na inovação e na criação de valor”, sendo que “preserva-se, assim, aquilo que define a identidade do Politécnico, que é a proximidade entre estudantes e docentes, o acompanhamento individual, a aprendizagem em contextos reais e a forte ligação às empresas, aos municípios e às instituições da região”.
Tudo para ser adiantado que “o novo enquadramento reforça a capacidade das universidades politécnicas para oferecerem percursos formativos completos, desde os cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) às licenciaturas, mestrados, pós-graduações e doutoramentos”, pelo que “um estudante poderá iniciar o seu percurso na Universidade Politécnica de Castelo Branco, aprofundar progressivamente os seus conhecimentos e competências e prosseguir a formação até ao mais elevado grau académico, mantendo sempre uma relação próxima com o mundo profissional e com os desafios concretos da sociedade”.
Na ocasião foi destacado que “a oferta doutoral constitui uma das marcas deste novo ciclo”, sendo que no caso da Universidade Politécnica de Castelo Branco os doutoramentos são em Sustentabilidade Agroalimentar e Ambiental, Ciências do Desporto e Design para a Inovação Regional.
Aos doutoramentos há a juntar formações nas áreas da saúde, engenharias, tecnologias digitais, gestão, educação, artes, design, música, desporto, turismo, ciências agrárias e ambiente, distribuídas pelas seis escolas superiores, em Castelo Branco e Idanha-a-Nova.
Atualmente, a Universidade Politécnica de Castelo Branco conta com 4.949 estudantes; 19 CteSP;
32 licenciaturas, 13 pós-graduações, das quais três à distância; 19 mestrados e três doutoramentos, 520 docentes, o pessoal técnico, administrativo e gestão ascende a 233; e existem seis unidades de investigação desenvolvimento.
No que respeita ao futuro foi assegurado que a Universidade Politécnica de Castelo Branco “reforçará também a sua aposta na formação ao longo da vida, apoiando pessoas, empresas e instituições na atualização e aquisição de competências em domínios específicos do saber. Através de formação avançada, programas de especialização, cursos de curta duração e microcredenciais, pretende criar respostas flexíveis e ajustadas às necessidades dos profissionais, das organizações e do território”, com a certeza que “num mercado de trabalho em rápida transformação, esta oferta permitirá atualizar conhecimentos, desenvolver novas competências e facilitar processos de reconversão profissional, aproximando permanentemente a formação das necessidades da economia e da sociedade”.
Por outro lado, foi frisado que “para quem está a escolher um curso superior, o novo estatuto reforça o valor académico e institucional de estudar na Universidade Politécnica de Castelo Branco”, uma vez que “os estudantes encontram uma instituição de dimensão humana, com acompanhamento próximo, laboratórios e equipamentos especializados, oportunidades de mobilidade internacional, participação em projetos de investigação e contacto direto com empresas e organizações”, enquanto para “as famílias, representa uma opção pública de qualidade, inserida num território seguro e acolhedor, com condições favoráveis à integração, ao bem-estar e ao sucesso académico”.
No que se refere ao próximo ano letivo, no Concurso Nacional de Acesso a instituição disponibiliza 1.109 vagas.
Luís Farinha reiterou que “a nossa ambição é transformar a Universidade Politécnica de Castelo Branco numa universidade politécnica de referência no País, reconhecida pela qualidade da formação, pela relevância da investigação e pela capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas”, bem como reforçou que “fortemente ligada à Beira Baixa, a instituição pretende funcionar como um verdadeiro laboratório vivo de investigação, experimentação e criação de valor, no qual estudantes, docentes, investigadores, empresas, municípios e instituições cocriam respostas para os grandes desafios económicos, sociais, culturais e ambientais”.
António Tavares