Anúncio foi feito pelo provedor da MISERICÓRDIA durante a sessão solene dos 500 anos
Unidade de Cuidados Continuados abre em maio
A Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco abre no próximo mês de maio.
A notícia foi divulgada pelo próprio provedor da instituição, durante a sessão solene das comemorações dos 500 anos da Misericórdia de Castelo Branco, que se realizou domingo e que trouxe a Castelo Branco, o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança, Social, Pedro Mota Soares, e o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa.
“A UCCI da Misericórdia de Castelo Branco abrirá as portas no mês de maio. A garantia foi dada pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa”, referiu Cardoso Martins. O provedor deixou ainda palavras de agradecimento aos governantes presentes na cerimónia e ao diretor distrital da Segurança Social, Melo Bernardo, a quem, disse, recorreu para a abertura da UCCI.
Cardoso Martins explicou que a instituição, “é a maior Misericórdia do Distrito de Castelo Branco, que emprega atualmente 350 pessoas e que durante 460 anos, atuou quase sempre na área da saúde, através de um hospital de convalescentes, que se transformou no Hospital Regional de Castelo Branco”.
Por seu turno, o Primeiro-Ministro destacou o exemplo e a importância destas instituições para a manutenção do Estado Social, principalmente em “áreas do Interior do País”.
“Estas instituições são a todo os níveis instituições exemplares que nos têm auxiliado dentro do pouco que temos a gastar melhor e a fazer render o pouco que temos e isso deve-se também ao engenho e espírito lúcido de todos os que têm responsabilidades nestas instituições e que uma vez mais quero enaltecer”, referiu Pedro Passos Coelho. A UCCI, um investimento de cinco milhões de euros, está concluída há mais de um ano e representa para a instituição um encargo mensal de 15 mil euros, devido ao recurso a um empréstimo bancário no valor de dois milhões de euros.
Cardoso Martins chegou mesmo a escrever, no passado mês de julho, uma carta a Pedro Passos Coelho, no sentido de o sensibilizar para o investimento realizado pela instituição e para as despesas mensais avultadas, sem qualquer rentabilização.
Com uma capacidade para 37 camas de média duração e 17 camas de longa duração, apesar do edifício ter uma capacidade máxima para 61 camas, Cardoso Martins queixava-se de não haver qualquer oferta ajustada às necessidades dos doentes em Castelo Branco.
Luís Correia quer
discriminação positiva
para o Interior
O presidente da Câmara de Castelo Branco aproveitou a presença de Pedro Passos Coelho na cidade para lhe recordar os problemas específicos com que o Interior se debate e apelou ao bom-senso do Primeiro-Ministro, para que este tenha em atenção a necessidade de uma política de discriminação positiva para as regiões do Interior.
Luís Correia disse mesmo que se justifica “a adoção de medidas de desenvolvimento que coloquem o Interior na agenda do desenvolvimento” e acrescentou que problemas como a desertificação e o envelhecimento, não são “deste ou daquele concelho. É um problema nacional”.
O autarca albicastrense deixou ainda a ideia de que o Interior também quer e ambiciona atrair empresas para o seu território. Por último, o presidente da Câmara de Castelo Branco realçou a importância da rede de serviços sociais, quer ao nível da assistência às populações, quer em termos económicos.
Em resposta ao autarca albicastrense, o Primeiro-Ministro falou do novo ciclo de fundos comunitários europeus, considerando-os como uma oportunidade para corrigir as políticas de desenvolvimento regional que foram seguidas ao longo dos anos. Pedro Passos Coelho recordou ainda que sem investimento na economia, “não é possível desenvolver o Interior” e acrescentou que durante décadas “gastou-se muito dinheiro para corrigir as assimetrias entre o Interior e o Litoral. São necessárias novas orientações para ajudar a gastar melhor o dinheiro”, concluiu. Presentes nas cerimónias comemorativas dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco estiveram ainda o Bispo de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias, e o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.