3 setembro 2014

NO DISTRITO DE CASTELO BRANCO
População de cegonhas-brancas quase duplica na última década

A população de cegonhas-brancas no Distrito de Castelo Branco quase duplicou nos últimos 10 anos, segundo os dados obtidos pela associação ambientalista Quercus, no 6º Censo Nacional de Cegonha-Branca 2014.
“Numa primeira análise, a população de cegonha-branca, em algumas áreas do Distrito de Castelo Branco quase duplicou e em outras, os valores até são superiores”, disse o responsável pelo núcleo da Quercus de Castelo Branco.
Samuel Infante explicou que apesar desta evolução positiva registada no censo da cegonha-branca 2014, em oito concelhos do Distrito de Castelo Branco (Castelo Branco, Covilhã, Proença-a-Nova, Penamacor, Sertã, Idanha-a-Nova, Fundão e Vila Velha de Ródão), “continuamos a assistir em algumas áreas onde (a cegonha) nidificava ao seu desaparecimento”.
Apesar de esta análise ser ainda preliminar, visto que a Quercus irá proceder a “uma análise mais detalhada e pormenorizada dos dados”, Samuel Infante mostra-se satisfeito com a evolução verificada ao longo dos últimos 10 anos, data em que se efetuou o último senso nacional da cegonha-branca.
Para esta evolução positiva na população de cegonhas, o responsável da Quercus aponta alguns fatores, sobretudo, relacionados com o aumento de apoios e uma maior sensibilização.
Samuel Infante recordou que a espécie “esteve ameaçada nas décadas de 70 e de 80”, mas a partir daí, “tem aumentado progressivamente a população” na região de Castelo Branco e no País de uma forma geral.
No censo de 2014, a associação ambientalista registou naqueles oito concelhos do Distrito de Castelo Branco, a existência de 591 ninhos, dos quais 562 encontram-se ocupados e 29 vazios.
Em 2004, data do último recenseamento da espécie, havia 359 ninhos, sendo que 334 estavam ocupados e 25 vazios.
O responsável do núcleo da Quercus de Castelo Branco alerta, no entanto, que se continua a assistir à morte de algumas aves por eletrocussão e por colisão em parque eólicos, além das que morrem durante o período de migração.
Samuel Infante explicou ainda que após uma análise mais detalhada dos dados, será recolhida muita informação que pode ajudar futuramente a espécie.
O 6º censo nacional de cegonha-branca decorreu em todo o País, sendo que a prospeção de ninhos no terreno decorreu entre o início de março e o final de junho de 2014.
Dentro deste período, procurou-se obter informação sobre todos os ninhos de cegonha-branca existentes em Portugal.
Para o efeito, toda a área favorável à ocorrência da espécie, em território nacional, foi prospetada por equipas coordenadas por cada um dos parceiros do projeto.
À semelhança do censo anterior, efetuado em 2004, não se procuraram obter valores relativos à produtividade dos casais nidificantes.
Em 2014, estes valores foram considerados apenas para áreas de amostragem (cerca de 10 áreas), definidas previamente pela equipa coordenadora.

03/09/2014
 

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