5 de agosto 2015

NO PARQUE DE DESPORTOS MOTORIZADOS DE CASTELO BRANCO
Manos Trindade Racing afina carros para os ralis de terra

Manos Trindade Racing 06A Manos Trindade Racing, que é a equipa da Escuderia Castelo Branco (ECB) formada pelos irmãos Nelson Trindade, em Mitsubishi Lancer EVO IX, e Herlander Trindade, em Subaru Impreza, esteve no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco, durante todo o dia de sábado, com o objetivo de adaptar os carros com que participam no Campeonato Nacional de Ralis, às especificações de terra.
Mas não só, uma vez que além da mudança do kit de asfalto para o de terra dos dois bólides, a iniciativa também teve uma parte social, que consistiu na realização de codrives com cinco dos participantes de um concurso no Facebook, no qual tinham de escrever frases alusivas à Manos Trindade Racing.
Codrives que foram extensivos a convidados e patrocinadores, sendo que, por outro lado, como adiantam Nelson e Herlander Trindade, também tiveram como objetivo “agradecer o trabalho desenvolvido pelos bombeiros, nomeadamente na pessoa de Júlio Naré”, o bombeiro da corporação de Castelo Branco que sofreu queimaduras num incêndio ocorrido no passado mês de julho, em Sobral do Campo.
Assim, durante a parte da manhã, o trabalho foi inteiramente desenvolvido nos dois carros, com vista à preparação para o “Rali de Mortágua, em setembro, que é em terra. Procedemos à afinação das suspensões, do equilíbrio dos carros e do peso”.
Trabalho em que colaborou o piloto Vítor Pascoal, que “nos veio dar uma ajuda” e a quem se juntou também “o Mário Ribeiro, da Extramotion, que ajudou no set up dos carros”, bem como os nossos mecânicos, nomeadamente o Pedro Gaspar, da PG Auto”.
A parte da tarde foi essencialmente dedicada aos codrives, que eram para envolver os dois carros, mas acabou por se limitar aos percursos a bordo do Subaru Impreza, uma vez que o azar bateu à porta de Nelson Trindade, que logo nas primeiras voltas, devido a uma fuga de óleo, se viu a braços com um princípio de incêndio no Mitsubishi que, por isso, teve que ficar imobilizado.
Nelson e Herlander Trindade, questionados quanto ao campeonato deste ano, recordam que “não começamos logo no início, porque os carros não estavam prontos”, acrescentando que “só nesta fase é que o estão, pelo que agora vamos prepara o resto da época, para fazer o Campeonato Nacional de Ralis do próximo ano”.
Campeonato em que “as expectativas são ganhar o Grupo N”, apesar de admitirem que “não será fácil, até porque depende muito da concorrência”.
Recorde-se ainda que no Campeonato que está a decorrer, os albicastrenses já tiveram a oportunidade de ver Nelson e Herlander Trindade em ação, no Rali de Castelo Branco, disputado nos dias 24 e 25 de Abril.
Uma prova em que a duplas Herlander Trindade/Palmira Martins, em Subaru Impreza, e Nelson Trindade/Roberto Santos, em Mitsubishi Lancer EVO IX, se classificaram no 13º e 14º lugares, respetivamente.

A ajuda
de Vítor Pascoal
A jornada de sábado ficou também marcada pela presença do piloto Vítor Pascoal, que veio a Castelo Branco “ajudar o Nelson e o Herlander”.
Recorda que “nos conhecemos no ano passado, porque éramos assistidos pela mesma equipa e, por isso, decidi vir ajudá-los a afinar os carros, ao nível de suspensões e de alinhamentos”.
Mas a ajuda foi mais além, a partir do momento que, como realça, fruto “da experiência de mais de 20 anos de ralis, também lhes vim transmitir essa experiência e sensibilidade, de modo a eles melhorarem alguma coisa na condução, tendo em atenção que se trata de carros diferentes e a condução de cada um deles também é diferente”.
Em relação às duas máquinas, o Subaru e o Mitsubihi, Vítor Pascoal confessa que “o carro que mais gostei de conduzir em terra foi o Subaru” e em termos de comparação avança que “o Subaru é mais perfeito de chassis, enquanto o Mitsubishi tem um motor melhor, é mais carro de corrida, mas o chassis é mais pesado”, de onde conclui que “ os dois em um era o carro perfeito. O Subaru era perfeito com o motor do Mitsubishi”.
Quanto ao dia de trabalho, Vítor Pascoal adianta que “a finalidade é melhorar os carros, bem como o Nelson e o Herlander, porque se os carros não estiverem a 100 por cento não é fácil, Por isso, estou a ajudar o melhor que sei, para melhorarem degrau a degrau”.
Tudo isto, com Vítor Pascoal a salientar, ainda, que “nunca tinha estado aqui, mas a pista é excelente”.

António Tavares

04/08/2015
 

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