28 de junho de 2017

João Belém
O QUE NOS FAZ FELIZES?

Na língua falada pelos antigos gregos, muitas palavras eram utilizadas para definir as várias experiências humanas associadas à felicidade. A maioria estava associada à ideia de prosperidade (olbos) e sorte (tyche).
Contudo, a palavra principal para a vivência da felicidade no grego antigo é eudaimonia. Eudaimon é o adjetivo para “feliz”.
As análises do significado dessas palavras associadas à felicidade revelam muito sobre o que os antigos gregos pensavam sobre o ser feliz. Na etimologia, eudaimonia significa “(eu) bem-disposto; (daimon) que tem um poder divino”.
Para Aristóteles a eudaimonia significava atingir o potencial pleno de realização de cada um. Para ele, as atitudes amigáveis e a boa vontade que ofertamos a uma pessoa, não tem por objetivo agradar a essa pessoa mas, sim, promover a nossa pró-pria eudaimonia.
Portanto, mais do que um sentimento, a felicidade aristotélica está relacionada com o que uma pessoa faz de si e de sua vida, sendo uma expressão da virtude, a consequência natural de se fazer o que vale a pena ser feito.
A moderna Psicologia da Felicidade – com seus estudos alicerçados nas neurociências e na investigação social do desenvolvimento humano individual e coletivo – tem chegado às mesmas conclusões propostas pelo filósofo grego. Para vivermos uma vida plenamente realizada, com eudaimonia, devemos priorizar o equilíbrio emocional e cultivar hábitos e pensamentos que nos permitam fazer escolhas com discernimento.
E assim chegamos aos conselhos de Dr. Jim Taylor, psicólogo e professor adjunto da Universidade de S. Francisco, que afirma qua a felicidade pode ser construída e que, com a ajuda dos pais, a criança pode conquistá-la

Aconselho-os, pois, a refletir nos seus conselhos

1 - Autoestima - Um aliado poderoso para a felicidade, pois dá às crianças uma sensação de segurança para encarar a vida com confiança

2 – Atitude Positiva – Imprescindível, pois, de um modo geral, toda a criança é otimista e positiva em relação ao futuro.

3 – Equilíbrio – Crianças equilibradas estão sujeitas aos sucessos e fracassos normais da vida

4 – Ser “humano” – “ ser “ é mais importante que “ter”, pois a capacidade de “ser “envolve atividades e experiencias que o dinheiro não compra.

5 – Relacionamentos – As pessoas que têm vínculos fortes com a família, amigos e colegas, tendem a ser mais felizes.

6 – Generosidade – É importante estimular a generosidade, o sentimento de doar-se sem esperar nada em troca.

Em conclusão penso, pois, que há algo de profundamente gratificante em colocarmo-nos no lugar do outro em situações de dificuldade pois essa atitude toca-nos de uma forma muito profunda e proporciona uma sensação de significado e alegria incomparáveis

Vale a pena pensar nisto ……….

28/06/2017
 

Outros Artigos

Em Agenda

 
24/01 a 28/03
Well-being SceneryGaleria Castra Leuca Arte Contemporânea, Castelo Branco
29/01
António Alçada BaptistaAcademia Sénior da Covilhã
31/01
Fantasmas e Ansiedades na Era TécnicaFábrica da Criatividade, Castelo Branco

Gala Troféus Gazeta Atletismo 2024

Castelo Branco nos Açores

Video