NO FUNDÃO
Museu reúne diferentes formas de arte
O Museu Arqueológico Municipal do Fundão apresenta a exposição Pedras na Mesa, de Maria Lino e de Susann Becker, numa coorganização da Luzimar.
Comissariada pelo pintor Flávio Delgado, a mostra conjuga a escultura e a fotografia, percorrendo o discurso expositivo permanente, ligando a arte contemporânea e a disciplina nuclear da instituição a arqueologia “uma experiência que surge num espaço, o Museu, numa ligação disciplinar que queremos continuar a ex-plorar”.
Para Pedro Miguel Salvado, diretor do Museu, esta “é uma linha museográfica que se aplica pela primeira vez e que desconstrói a tradicional vitrine ou a relação entre o objeto arqueológico e a criação artística. É muito interessante observar as reações do público quando verifica que na vitrine do Paleolítico convivem artefactos pétreos com obras de Maria Lino, num mimetismo de forma afastado por milhares de anos. Os museus servem também para repensar tudo”.
Maria Lino nasceu em 1944, no Feital, Concelho de Trancoso. Em 1960 frequenta o Curso de Escultura da ESBA do Porto e de 1964 a 1969 o Curso de Escultura da ESBA de Lisboa. Em 1970 viaja para Hamburgo, onde vive até 1977. Em 1995 promoveu a realização do primeiro Simpósio Internacional de Arte do Feital, que se realiza com regularidade até hoje, agora com a Associação Luzlinar e da qual a artista é fundadora. As suas duas últimas participações tiveram lugar na Galerie Renate Kammer em Hamburgo com os artistas Doris Cordes Volllet, Susann Becker e Sérgio Taborda. Susann Becker, Alemã estudou Fotografia na Escola Superior Muthesius em Kiel. Em 1991 é bolseira em Sunderland, Inglaterra, na School of Art and Design. A iniciativa Projeto Pontes, é uma parceria entre a Câmara do Fundão e a associação Luzlinar que desenvolve ações pedagógicas e criativas nos domínios da arte contemporânea junto de públicos variados e possui uma galeria-laboratório no centro da cidade do Fundão.
Uma mais valia reconhecida por Alcina Cerdeira, vereadora da Cultura da Câmara do Fundão, ao destacar que “esta promoção da arte e a função deste espaço oficina constitui uma originalidade que queremos aprofundar no seus papéis culturais. Está a surgir um público jovem muito vocacionado para a arte contemporânea e isso é construir futuro”.