PCP quer respostas para a interrupção da Linha da Beira Baixa
A Direção de Organização Regional de Castelo Branco (DORCB) do Partido Comunista Português (PCP) denuncia, em comunicado, que “a Linha da Beira Baixa mantém-se em situação de prolongada interrupção e forte limitação da circulação, causando graves prejuízos às populações e à economia da região”. Para os comunistas “a interrupção prolongada da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, na sequência da intempérie verificada no final de janeiro de 2026, designadamente a depressão Kristin, e dos danos provocados na infraestrutura ferroviária, veio agravar de forma significativa os já conhecidos problemas de mobilidade que afetam as populações do Interior”.
É salientado que “se trata de uma linha com inequívoca importância estratégica para a coesão territorial, assegurando a ligação entre o Interior Centro e o restante território nacional, servindo diretamente os concelhos de Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda, e desempenhando um papel essencial no acesso ao emprego, à educação, à saúde e a outros serviços públicos fundamentais”.
É também referido que “apesar de todo o troço entre Castelo Branco e Guarda se encontrar operacional, a oferta tem-se limitado ao Serviço Regional, mantendo-se suspensa a circulação de comboios Intercidades durante largos períodos”, sendo que “esta situação traduziu-se numa redução drástica da oferta ferroviária, uma vez que entre Castelo Branco, Fundão e Covilhã, a oferta foi reduzida para metade; no troço Covilhã - Guarda, a redução foi ainda mais severa, passando de 10 para apenas quatro comboios diários, comprometendo seriamente a mobilidade das populações”.
Acrescentam que “a circulação continua suspensa em troços como Mouriscas A - Vila Velha de Ródão, mantendo-se as populações privadas de uma ligação ferroviária estruturante, num território já profundamente carente de alternativas de transporte público”.
Igualmente sublinhado é que “a situação de instabilidade na Linha da Beira Baixa arrasta-se desde o final de janeiro, com sucessivas suspensões, tentativas de retoma e novos constrangimentos, prolongando uma situação de incerteza e prejuízo para utentes e atividades económicas da região. Associações e populações locais têm vindo a alertar para a gravidade da situação e a exigir medidas mitigatórias urgentes”.
Por tudo isto os comunistas pretendem saber que “medidas urgentes estão previstas para assegurar a reposição integral e definitiva da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, incluindo o restabelecimento do serviço Intercidades em toda a sua extensão; qual o calendário concreto para a conclusão das obras de reparação nos troços ainda interrompidos, designadamente entre Mouriscas A e Vila Velha de Ródão; que medidas mitigatórias serão adotadas, de imediato, para minimizar os impactos da redução da oferta, nomeadamente no troço Covilhã - Guarda, garantindo horários compatíveis com necessidades laborais, escolares e de acesso a cuidados de saúde; que diligências foram ou serão desenvolvidas junto da CP - Comboios de Portugal e da Infraestruturas de Portugal para assegurar uma resposta célere e adequada às populações afetadas”.