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Edição nº 1759 - 21 de setembro de 2022

BIODIVERSIDADE NO RIO TEJO
Câmara de Ródão apoia projeto que estuda o impacto do siluro

A Câmara de Vila Velha de Ródão associou-se ao projeto Life Predator, que arrancou em setembro e tem como objetivo reduzir os impactos do siluro na biodiversidade dos lagos e albufeiras do Sul da Europa. A iniciativa resulta de uma parceria entre Portugal, Itália e a República Checa, e conta com cofinanciamento da União Europeia, através do programa europeu LIFE, e da autarquia Rodense.
Desenvolvido por uma equipa de trabalho europeia, da qual fazem parte sete professores e investigadores de três unidades de investigação da Ciências Ulisboa, mais concretamente o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) e o Instituto Dom Luiz (IDL), o projeto PREvent, Detect and combAT the spread Of SiluRus glanis in south european lakes to protect biodiversity envolve um total 11 investigadores dos três países.
Originário dos grandes rios da Europa Central, o Silurus glanis, o siluro ou peixe-gato-europeu, é um peixe de água doce ilegalmente introduzido nos países da Europa Ocidental, no Século XX. Considerado uma espécie invasora, é um predador voraz do topo da cadeia alimentar, que não tem predadores naturais e cresce, reproduz-se e adapta-se facilmente às condições do meio ambiente, fatores que favorecem a sua disseminação.
O responsável pelo projeto em Portugal, Filipe Ribeiro, realça que “para além do impacto ao nível da perda de biodiversidade, estes peixes gigantes, que podem atingir 2,8 metros de comprimento e 120 quilogramas de peso, causam grandes perdas económicas. A par da destruição das redes dos pescadores e das perdas culturais, já que se alimentam de espécies emblemáticas das regiões ribeirinhas, como o barbo, o sável ou a lampreia-marinha, podem também causar algum alarme social nas zonas ribeirinhas, dadas as suas dimensões”.
Centrando-se na área protegida do Tejo Internacional e nas albufeiras de Fratel, Vila Velha de Ródão, Belver e Meimoa, o projeto Life Predator pretende estudar esta espécie e mitigar o seu impacto nos habitats, através, por exemplo, da realização de ações de controlo da população de siluros e de ações de divulgação e sensibilização junto dos pescadores desportivos e profissionais e da população escolar.
O apoio financeiro da Câmara de Vila Velha de Ródão ao projeto, que decorre entre 2023 e 2027, traduz-se na atribuição de 25 mil euros à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, distribuídos ao longo dos cinco anos.
O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, afirma que “o Município valoriza e reconhece a importância do desenvolvimento deste projeto científico e de investigação no nosso território, na medida em que, para além de contribuir para uma boa gestão ambiental, mitigando o impacto negativo daquela espécie no rio, vem consciencializar a população para o problema das espécies invasoras e para a importância do equilíbrio ambiental, ao mesmo tempo que constitui um estímulo à economia local, por via da receção no Concelho de diversos grupos, bem como pela projeção a nível nacional e europeu que o projeto acarreta”.

21/09/2022
 

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