LINHA DE ALTA VELOCIDADE
Comunidades intermunicipais querem reavaliação do traçado
As comunidades intermunicipais da Beira Baixa e das Beiras e Serra da Estrela solicitaram “a reavaliação, no mais curto espaço de tempo, do traçado da linha de alta velocidade no troço Carregado–Soure, considerando-se os impactos de um traçado a nascente da Serra d’Aire e Candeeiros que preveja a integração com as linhas do Norte e da Beira Baixa.
Esta tomada de posição surge depois de ter sido apresentado o traçado da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, sendo adiantado que “no novo projeto de alta velocidade prevê-se a aplicação de bitola ibérica, pois esta permite uma interligação com a restante rede ferroviária nacional, contribuindo para a redução de tempos de viagem para outros pontos da rede. A decisão tomada no início deste século, relativa a um traçado a Oeste da Serra d’Aire e Candeeiros, não teve como pressuposto a utilização de bitola ibérica. Com a utilização desta bitola será possível a integração com as linhas da Beira Baixa e do Norte, num traçado a nascente da Serra d’Aire e Candeeiros, o que aumentará os impactos positivos do projeto de alta velocidade. Nas atuais circunstâncias, a decisão de construir a linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto em bitola ibérica, deveria considerar um traçado a nascente da Serra d’Aire e Candeeiros. A alteração do traçado da linha Lisboa-Porto para nascente da Serra d’Aire e Candeeiros permitirá gerar poupanças significativas no tempo de viagem para Lisboa, para as populações das Beiras e Serra da Estrela e da Beira Baixa. Estes benefícios estão em linha com a prioridade apresentada pelo Governo de criar impactos positivos para as regiões do Interior do País, com a construção do projeto de alta velocidade entre Lisboa e Porto, e promover a coesão territorial nacional”.