Edição nº 1835 - 13 de março de 2024

LILIANA REIS ELEITA PELA ALIANÇA DEMOCRÁTICA
“Queríamos conquistar mais um deputado”

A cabeça de lista da Aliança Democrática (AD), a coligação que integra o Partido Social Democrata/Centro Democrático Social – Partido Popular/ Partido Popular Monárquico (PSD/CDS-PP/PPM), pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco nas eleições Legislativas do passado domingo, 10 de março, Liliana Reis, e que foi eleita como deputada no ato eleitoral, afirma que “queríamos conquistar mais um deputado”, para realçar que “o Partido Socialista (PS) vai perder um deputado, mas esse deputado é para o partido Chega que conseguiu aqui canalizar efetivamente um voto de protesto que a AD não conseguiu”. Acrescenta que “há aqui dados muito importantes. É que o PS perde mais de 14 mil votos no Distrito e o Chega quase que duplica a votação das últimas eleições”.
Focada no resultado obtido pela AD, Liliana Reis afirma que “aqui, no Distrito, aquilo que temos é a vitória na Zona do Pinhal. Temos Proença-a-Nova, Vila de Rei, Sertã e Oleiros com uma vitória esmagadora da AD, mas não conseguimos chegar a alguns concelhos. Estou a pensar, por exemplo, em Idanha-a-Nova, em que o Chega ficou mesmo em segundo lugar, depois do PS”.
A deputada única da AD adianta que “aquilo que me fui apercebendo, ao longo da campanha eleitoral, é que havia aqui (Distrito) um voto de protesto que estava mais preocupado em sinalizar esse protesto, do que em encontrar uma proposta de Governo que alterasse efetivamente a situação atual do País”. Nesse contexto avança que “esse voto foi naturalmente dirigido para essa linha de protesto” e recorda que “aquilo com que nós nos apresentamos nestas eleições, quer a nível distrital, quer nacional, era um programa eleitoral claro, que se propunha a formar um Governo com uma capacidade reformadora e transformadora deste País e, por isso, é que de certa forma não posso aqui mitigar um pouco esta frustração a nível distrital”.
Liliana Reis relembra também que aquilo que “disse ao longo desta campanha é que aquilo que a AD se propunha era a mudar o Governo deste País e não o regime político deste País”, para revelar que “claro que há, de certa forma, alguma frustração, eu perceber que há um descontentamento que não se importa inclusive de questionar direitos liberdades e garantias fundamentais que nós julgávamos consolidadas ao fim de 50 anos de democracia”.
Quanto à descida da abstenção, a “análise é positiva. Aliás, tivemos uma contração da abstenção e isso é claramente um sinal muito benéfico para a democracia, sinal de que as pessoas participam, que as pessoas envolvem-se e querem dizer que o seu voto importa”, para concluir que, “agora, aquele momento de reflecção que importa a todos nós fazer após estas eleições, é entender o porquê deste voto de protesto num partido político em concreto, que pode comprometer efetivamente direitos humanos”.
AT

 

13/03/2024
 

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