CÂMARA DE CASTELO BRANCO DEBAIXO DE CRÍTICAS
SEMPRE não deixa pedra sobre pedra na requalificação da Zona Histórica
O SEMPRE – Movimento Independente não poupa críticas à Câmara de Castelo Branco, no que respeita à requalificação da Zona Histórica de Castelo Branco. Um dia depois da apresentação da Operação de Reabilitação Urbana (ORU) da Zona Histórica de Castelo Branco, em conferência de Imprensa realizada na passada sexta-feira, 21 de junho, o SEMPRE, através de Luís Correia, recuou a setembro de 2021, até à campanha eleitoral das eleições Autárquicas.
Luís Correia referiu-se a “um exercício de memória”, no que se refere à “propaganda de 2021, às promessas do Partido Socialista (PS), para agora fazer uma comparação com o que aconteceu ontem” e realçou que “foi a demonstração que o PS embarcou, em 2021, numa utopia, sem ter consciência da realidade do Concelho e o que é a concretização de objetivos”.
Foi inclusive mais longe, ao garantir que “o presidente admitiu o fracasso deste mandato”, porque “aquela que era a alavanca principal de Castelo Branco caiu por terra. O objetivo de 2021 já não existe. Já não se fala. Caiu na real e o que andaram a prometer aos Albicastrenses já não se faz”.
Opinião que foi reforçada por Jorge Pio, ao afirmar que “Leopoldo Rodrigues e o PS apresentaram-se a eleições com um suposto projeto já idealizado sobre a intervenção num suposto novo Centro Histórico. O facto é que o compromisso com que se apresentou não se está a concretizar”.
Jorge Pio recordou, como prova, “as promessas propagandeadas cum muitas certezas aos Albicastrenses”, ao relembrar os objetivos apresentados pelo PS, nomeadamente, “as 250 novas famílias e jovens; a criação de 500 novos postos de trabalho bem remunerados e com futuro; a atração e constituição de 50 novas empresas entre promotores locais e investidores externos; o apoio a 100 empreendedores jovens; a reabilitação de 250 novas habitações; mais 100 camas em hotelaria tradicional e de elevado nível, a dinamização e apoio ao comércio e restauração do centro; mais 20 mil turistas por ano em Castelo Branco”.
Relembrou igualmente que o PS “nesses suportes de campanha, apresentavam-se imagens de forma a subentender que já existiam ideias concretas” e acrescentou que “é nessa perspetiva que surgem imagens de três escadas rolantes de acesso ao Centro Histórico e ao Castelo, por lanços, para servir a população residente e de apoio ao acesso ao Castelo e ao desenvolvimento do turismo, comércio e restauração”.
Perante isto, Jorge Pio destacou que “ontem, Leopoldo Rodrigues assumiu, com pompa e circunstância, o seu fracasso”, uma vez que “o que temos, passados três anos, é que foi apresentado um conjunto de intenções e consegue-se perceber que o trabalho começou há muito pouco tempo. Os especialistas foram contratados em abril”.
Frisou também que “passados três anos, das 250 casas para reabilitação estão três em execução, o que representa 1,2 por cento da promessa eleitoral”.
Por isso Jorge Pio defendeu que “há que sublinhar esta questão da falta de compromisso com as promessas eleitorais. Não cumpre. Preocupa-se mais em iludir os Albicastrenses, para tentar distraí-los de um a realidade deveras preocupante em termos de estagnação e retrocesso do nosso desenvolvimento” e conclui que “é o mundo fantástico de Leopoldo Rodrigues, uma utopia, um banho de realidade, muita prpaganda mas pouca execução”.
Por isso assegurou que “estes três anos são três anos perdidos e que podem ter custos muito significativos para nós todos”.
Reiterou que “este foi o assumir do seu falhanço” e sublinhou que “gente que não faz, é gente que deve perder a confiança dos Albicastrenses”.
A tudo isto Luís Correia acrescentou que “parece que estamos agora em campanha, em início de mandato, pois ouvimos o que «vamos fazer»”, para reforçar a ideia de “reconhecimento do fracasso deste mandato autárquico”, e mais à frente avançar que “andamos permanentemente numa retórica, numa propaganda, numa utopia. Não há um pensamento estratégico para Castelo Branco. Não há uma estratégia para Castelo Branco”.
Também Ana Ferreira frisou que “só ontem o presidente se apercebeu do trabalho que há pela frente” sendo que “ontem foi apresentada uma fase muito embrionária, muito inicial do que se pretende fazer na Zona Histórica”.
Por outro aldo, Ana Ferreira afirmou que “fico feliz com o que aconteceu ontem,”, uma vez que é da opinião que “o turismo se faz com zonas históricas, mas não acredito que seja em dois ou três mandatos”.
Presente na conferência de Imprensa, Armando Ramalho, eleito do SEMPRE na Assembleia Municipal de Castelo Branco, afirmou que nesse órgão “já questionamos o presidente. Exortamos a mostrar o que tinha feito”, para concluir que, “ontem, congratulamo-nos por saber o ponto da situação. Os nossos piores receios vieram concretizar-se”, referindo que “a arquiteta Ana Queiroz do Vale, como confessou (Leopoldo Rodrigues), lhe colocou os pés no chão”.
António Tavares