Edição nº 1913 - 24 de setembro de 2025

João Carlos Antunes
Apontamentos da Semana...

JÁ NEM SEI SE É REAL OU IMAGINÁRIO. Parece-me um sentimento generalizado de temor por tudo o que se passa no Mundo, que a toda a hora nos entra em casa através dos canais de notícias e telejornais. Ficando só pelas duas guerras mais mediáticas, veja-se como elas se incrementaram desde o início do segundo mandato de Trump, apesar dos textos laudatórios dos seus seguidores, isto só prova que ele nem sequer consegue convencer (quererá?) os seus amigos ditadores ou proto-ditadores. Com o seu lema político Make America Great Again (MAGA) ele afastou os aliados, ignorou o multilateralismo, terminou a tornar a América isolacionista mais pequena. Perguntava-se uma semana destas a jornalista Teresa de Sousa (jornal Público) se a NATO ainda existe, ou se os europeus vivem uma ficção, destinada a ganhar tempo para se adaptar a viver sem o guarda chuva protecionista dos EUA. Putin, que de parvo não tem nada, entretém-se em provocações para testar a NATO, já percebeu isso, sabe que de Trump só poderão vir bazófias, que Trump deixou a Europa entregue ao seu destino, mais preocupado com os seus próprios negócios imobiliários em Gaza e em dividir a América com conflitos permanentes e a governar de acordo com os seus interesses pessoais.
O assassinato do ultraradical trumpista Charlie Kirk, foi a pedra de toque para acelerar o processo que pode levar à autocracia e ao fascismo na América, num processo tão rápido que deixa o Partido Democrático à toa, sem encontrar antídoto e o medo e a perseguição a espalhar-se na sociedade civil. Admito mesmo que, numa situação como esta, a ação dele de atiçar ainda mais ódios, se integre numa estratégia de confronto que lhe permita decretar o estado de suspensão da democracia.
Por cá também temos o nosso Trump, cada vez mais próximo de chegar ao poder, talvez na curva da primeira crise política que apareça. Utiliza a mesma estratégia do líder global, até agora com sucesso, levado aos ombros de quase toda a comunicação social, onde ele tem presença constante. Tal como Trump, ele necessita estar todos os dias no centro das notícias. Nem que para tal tenha de ir provocar uma pacífica manifestação de imigrantes em frente a Assembleia da República, à espera de levar um tabefe que o tornasse um mártir.
Tudo isto me levou a ir desenterrar um livro que li faz já muitos anos e que julgava nunca mais ter de ler. A Subida de Hitler ao Poder, a Ditadura e a Imprensa de Alfred Grosser, da Editorial Estampa, traduzido por Mário Cesariny. É um dos primeiros a abordar a importância da imprensa na ascensão de Hitler. As detenções dos adversários políticos, as arbitrariedades, o fecho de jornais….
Quis apenas confirmar aquilo que já intuía.

24/09/2025
 

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