CONTRATO DE COMODATO ENTRE A CÂMARA DE CASTELO BRANCO E A ULSCB
Moinho Velho acolhe Equipa Comunitária do CRI de Saúde Mental
A Câmara de Castelo Branco e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) assinaram um contrato de comodato relativo às instalações na Quinta do Moinho Velho, destinadas a acolher a Equipa Comunitária de Saúde Mental - População Adulta do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Saúde Mental da ULSCB.
O contrato estabelece a cedência gratuita de dois espaços exclusivos, que são uma sala multiusos e um gabinete, para a equipa do CRI de Saúde Mental trabalhar, podendo ainda usufruir das áreas comuns da Quinta do Moinho Velho.
Neste momento, a equipa é constituída por nove elementos, sendo quatro enfermeiros, um psicólogo clínico, dois assistentes sociais, um terapeuta ocupacional e um assistente técnico, que agora vão trabalhar fora do espaço hospitalar.
O presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues informou que a autarquia tem recebido várias solicitações para ocupar a Quinta do Moinho Velho, “em conjunto com entidades, tenta encontrar respostas necessárias ao bem-estar da população”, estando previstas “duas ou três ideias para o futuro, maximizando parcerias”. Neste sentido, o autarca realçou a importância que a Câmara atribui aos serviços de saúde, frisando que, por vezes, “gastamos dinheiro a tratar da doença, quando se poderia apostar mais na saúde e na prevenção”.
Por seu lado o presidente do Conselho de Administração da ULSCB, Rui Amaro Alves, afirmou que “há uma falta tremenda de espaço” no Hospital Amato Lusitano (HAL) e, face aos constrangimentos, “foi encontrada agora esta solução, com condições que permite descentralizar o serviço, ter uma maior aproximação com a comunidade e a possibilidade de um tratamento em espaço exterior, que certamente irá contribuir para a recuperação dos doentes”.
Rui Amaro Alves espera que “esta colaboração positiva e profícua perdure e que os profissionais desenvolvam um bom trabalho”. Além disso, referiu a importância de “trabalhar em conjunto na expansão do Hospital” e que este “tem que ser um objetivo central da política”.
Rui Rainho, diretor clínico do HAL, também sublinhou a falta de espaço no Hospital, ao afirmar que “estamos muito apertados para os cuidados de saúde que a sociedade precisa” e, por isso, este espaço na Quinta do Moinho Velho vai permitir que “o serviço, que já é uma referência na região, tenha melhores condições para desenvolver a sua atividade”.
Antónia Mateus, diretora do Serviço de Psiquiatria do HAL, corroborou que a cedência do espaço na Quinta do Moinho Velho “é uma mais-valia para o CRI de Saúde Mental” e permite “fugir ao estigma do hospital”.
A Médica Psiquiatra agradeceu “a confiança depositada na equipa que, seguramente, irá devolver com todo o empenho, dedicação e muito trabalho”, acrescentando que a Equipa Comunitária de Saúde Mental do CRI da ULS de Castelo Branco “trabalha há dois anos junto da comunidade e tem noção da urgência e da necessidade de chegar aos munícipes”.