Edição nº 1930 - 21 de janeiro de 2026

João Carlos Antunes
Apontamentos da Semana...

A IDENTIDADE da Beira Interior também passa pelas personalidades ilustres que se destacaram e ficaram para a História e Cultura de aquém e além fronteiras. Na poesia, na arte, na ciência, na glória de dar novos mundos ao Mundo e, como é bom de ver, na política. E são os beirões na Política, na res publica, que hoje temos a obrigação de aqui referir mesmo que em breves palavras. Figuras (felizmente vivas) como Guterres, a liderar o areópago do Mundo (mesmo que os ventos autocráticos o façam cada vez mais irrelevante), o Presidente da República Ramalho Eanes, um dos mais populares e respeitados dos tempos da democracia e agora, com Tó Zé Seguro (aqui será sempre Tó Zé) há fortes possibilidades de voltarmos a ter um beirão a ocupar o palácio de Belém. O que há de comum entre eles é o caráter, a decência, o humanismo, o apego aos valores democráticos de abril e não terem renegado as suas raízes beirãs. Seguro ganhou a primeira volta com vantagem bem mais folgada do que a prevista pelas sondagens. Agora vai enfrentar Ventura. Para todos os democratas, julgo que deverá ser fácil escolher entre quem quer unir, governando para todos os portugueses e quem divide e espalha o ódio e a mentira. E já muitas personalidades da direita e da esquerda declararam publicamente o seu apoio. E muitas mais se seguirão. Porque o que está em causa é a democracia, e quando é assim, não há esquerda ou direita, somos pela defesa da democracia.

AQUI HÁ UNS ANOS, cuidei aqui de um despretensioso espaço enciclopédico. Num disco externo mais ou menos esquecido, descobri alguns dos textos curtos que então escrevia. Há um que me fez lembrar uma personagem que anda para aí também a pedir ou exigir um Nobel da Paz, seja de que forma for, por isso não resisto a republicá-lo.
Os americanos são danados para atribuir prémios, óscares, emmys e afins a tudo o que mexe. Por isso não será de admirar mais este: para premiar uma improbable research (pesquisa improvável) instituíram os IG Nobel – prémio para descobertas e investigações que hoje fazem rir e talvez amanhã façam pensar. De entre os premiados, destacamos alguns: como a invenção de um sutiã que se pode transformar em duas máscaras antigás. Os cientistas ingleses Catherine Douglas e Peter Rowlinson demonstraram que “as vacas com nome dão mais leite”. Na área da Medicina, o norte-americano Donald Unger recebeu o galardão, porque passou 60 anos a estalar os dedos só da mão esquerda para ver se causava artrite. Chegou à conclusão que o hábito não provocou a doença. E terminamos com o “IG Nobel da Paz” que foi para Stephan Bolliger da Universidade de Berna. Ele estudou as diferentes consequências de se levar na cabeça com uma garrafa cheia de cerveja ou com uma garrafa vazia.
Se eu votasse, para este ano o IG Nobel ia com todo o mérito para Trump. Terminar com oito guerras, reais ou inventadas é obra...Tanto trabalhou para o ganhar e, nada! Devia ter recorrido ao VAR, uma roubalheira. Mas ainda há justiça neste mundo. A senhora que recebeu a medalha, por claro erro do árbitro (por acaso, até concordo), foi de joelhos até à Casa Branca e ofertou a medalha ao homem que espalha a paz no Mundo, que a recebeu com um largo e infantil sorriso. Aposto que dormiu nessa noite na paz dos anjos, com a medalha ao pescoço, sonhando com Gronelândia. (E ela voltou da Casa Branca com uma mão cheia de nada).

21/01/2026
 

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