António Tavares
Editorial
A Saúde, por razões óbvias, é sempre um tema importante para qualquer um. Afinal, se há algo realmente importante é a Saúde, pois o resto pode vir por acrescento.
Mas se esta é uma matéria de fulcral importância, não significa minimamente que a Saúde esteja bem. Muito pelo contrário, a Saúde passe a expressão, está doente, há muito tempo, e sem sinais de melhorar. A quantidade de pessoas sem médico de família é assustadora. Conseguir uma consulta de especialidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma odisseia com largos meses de espera, como se a doença estivesse à espera e faça uma pausa. O fecho e urgências nos hospitais é um flagelo sem solução à vista. E muito mais haveria a acrescentar.
Claro está que esta é uma situação transversal ao País, mas que em determinados casos, como a falta de médicos, por exemplo, é mais grave no Interior, onde a população é mas envelhecida e a necessitar de mais cuidados médicos.
Por isso mesmo, não é de estranhar que a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) tenha reunido com a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB). Um encontro no qual a Comunidade revelou estar “muito preocupada” com as carências da ULSCB, o que se reflete no atendimento à população.
Mas também há que valorizar o positivo, como o facto da viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Castelo Branco ter estado, no ano passado, operacional quase sempre, atingindo uma significativa taxa de 98,5 por cento.