EM REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO EXECUTIVO
Câmara apresenta contas de 2025
As contas de 2025 da Câmara de Castelo Branco foram apresentadas em reunião privada extraordinária do executivo realizada dia 16 de abril.
A Câmara realça, em comunicado, que “os principais indicadores financeiros revelam um desempenho bastante positivo, destacando-se uma execução orçamental superior a 76 por cento, a quarta melhor dos últimos 20 anos, que corresponde a um valor superior a 63 milhões de euros”.
Segundo é avançado, “ao nível das despesas de capital, a execução ultrapassou os 62 por cento, representando o quinto melhor registo das últimas duas décadas”, sendo que “se verificou um aumento significativo face aos últimos anos, que resulta, sobretudo, do crescimento na aquisição de bens de capital, bem como da conclusão e continuidade de várias empreitadas e do arranque de novos projetos estruturantes”.
No que diz respeito às receitas correntes, “o maior crescimento verificou-se nas transferências correntes, com aumentos provenientes do Fundo de Equilíbrio Financeiro, das verbas associadas à transferência de competências na área da Educação e das variações do Fundo de Equilíbrio Financeiro e do Fundo Social Municipal”.
Relativamente às receitas de capital, “registou-se o crescimento das transferências de capital, motivado pelo reforço de verbas provenientes do Estado e de fundos comunitários e assinala-se igualmente um aumento nas vendas de bens de investimento, resultante da alienação de lotes de terreno para construção através de hasta pública realizada em 2025”.
A autarquia avança que “importa ainda sublinhar que 2025 registou a maior execução de investimento desde 2013, com mais de 23 milhões de euros aplicados em áreas essenciais, com impacto direto na qualidade de vida da população e na dinamização da economia local”.
A Câmara realça que “outro indicador relevante é o saldo corrente de 10,5 milhões de euros, que evidencia a robustez financeira do Município e a sua capacidade de financiar uma parte significativa do investimento com receitas correntes, provenientes da sua atividade regular”.
Tudo isto para avançar que “da análise da relação entre receitas e despesas, verifica-se que as receitas de capital sustentaram 49,92 por cento do investimento realizado em 2025. Por seu lado, as receitas correntes asseguraram a totalidade da cobertura das despesas correntes e ainda 45,42 por cento das despesas de capital, assegurando o saldo de gerência apenas 1,61 por cento do total da despesa”.
A despesa total atingiu 63.642.576,28 euros, enquanto a receita do exercício totalizou 62.619.620,36 euros, repartindo-se em 81,28 por dentro de receitas correntes, 18,62 por cento de receitas de capital e 0,10 por cento em receitas não abatidas. Do total da despesa, registou-se uma execução de 87,37 por cento da despesa corrente prevista e de 62,56 por cento no que respeita à despesa de capital.