Edição nº 1953 - 1 de julho de 2026

NA SESSÃO PÚBLICA DO NEUROCLIMA
Presidente da Câmara abre debate sobre ação climática

O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, reforçou a recusa da autarquia à proposta da empresa Eurowind para instalar uma central híbrida solar e eólica de grande escala no Concelho, na sessão pública do projeto europeu Neuroclima, que decorreu na Fábrica da Criatividade, dia 25 de junho.
Segundo é adiantado a “empresa dinamarquesa Eurowind quer investir mais de mil milhões de euros em energias renováveis em Castelo Branco, com a instalação de centrais solares, parques eólicos e sistemas de baterias, mas o executivo já manifestou a sua firme discordância face à localização pretendida”.
Leopoldo Rodrigues, que recebeu, na semana passada, os responsáveis da Eurowind para uma reunião realçou que, “embora o Município encare favoravelmente a transição energética, recusa a instalação de megaprojetos em solos agrícolas produtivos ou áreas de sensibilidade ambiental protegida”.
O autarca aproveitou para destacar alguns exemplos de medidas de mitigação e sustentabilidade ambiental desenvolvidos pela Câmar, começando pela “eliminação definitiva da utilização de glifosatos e outros herbicidas químicos” nas operações de limpeza e manutenção de todo o espaço público, salvaguardando a biodiversidade e a saúde pública.
No plano da gestão da água, apontou os esforços para viabilizar, junto das Águas de Portugal/EPAL, a “reutilização de águas tratadas da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para fins de rega e lavagem de ruas”.
Paralelamente, fez um apelo aos munícipes para a separação de resíduos, sustentado no custo por tonelada pago à Valnor que subiu de 53 para 93 euros, sublinhando que “a única solução para travar este aumento de custos, que impacta diretamente a fatura dos cidadãos, é o rigor na separação e na reciclagem”, e aproveitou para destacar o alargamento progressivo da recolha seletiva de biorresíduos no Concelho.
O evento incluiu o debate Territórios em Transição: Como Comunicar e Decidir a Ação Climática com as Pessoas?, moderado por Ana Rita Cristóvão, que teve a participação de João Carvalhinho, secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB); Patrícia Fonseca, do jornal Médio Tejo, Paulo Gomes, diretor da revista Voz do Campo; Duarte Costa, do partido Volt; e Graça Passos, da Quercus.
No painel, foram apresentadas ferramentas do Neuroclima para a literacia climática e discutiu-se a inteligência do lugar perante os desafios da Beira Baixa, como a seca e o uso do solo.
O evento terminou com a exibição de filmes cedidos pelo CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, como momento final de reflexão através do cinema ambiental.

01/07/2026
 

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