António Tavares
Editorial
A culpa não deve morrer solteira mas, certamente, uma vez mais, é o que deverá acontecer. O que está em causa são os exames nacionais que, nos últimos dias têm estado na ordem do dia, com troca de acusações e passa culpa, não faltando sequer o habitual sacudir de água do capote.
Mesmo sendo imperioso que quem errou assuma a culpa, o que seria um ato de verticalidade e de humildade, o que mais importa nesta situação, nem sequer é apurar de quem é a culpa.
Do que não resta a menor dúvida, é que os principais afetados são os alunos que concluíram o 12.º ano de escolaridade e com todo o direito à Educação aspiram dar o próximo passo na sua carreira académica, ingressando no Ensino Superior.
Por tudo isto, o que é garantido é que os últimos tempos têm sido de grande pressão e ansiedade, quer para esses jovens, quer para os seus pais e encarregados de educação, ao verem o futuro envolto numa névoa densa que insiste em não se dissipar e deixa a incerteza de tudo aquilo que vai acontecer, com o tic tac dos calendários a ser implacável e a não dar tréguas.
O que também importa é que todos os jovens se possam candidatar ao Ensino Superior sem qualquer dificuldade e discriminação entre eles resultante de todo este processo que é um imbróglio de proporções descomunais, como não é admissível em pleno século XXI.
Que tudo corraer pelo melhor, com um desfecho justo para todos, caso contrário para muitos jovens poderá ser um ano perdido, e que quem de direito aprenda com a lição, até porque estamos a falar de Educação.