Luísa Capelo apoia transição energética mas critica mega centrais
A deputada municipal da Coligação SEMPRE por Todos e delegada concelhia do CDS/PP, Luísa Catarina Capelo, defende, em comunicado, que “o executivo municipal de Castelo Branco, recusou o projeto de energia solar e eólico, com parques de baterias, a nosso ver, muito bem”, salvaguardando que “somos a favor da transição energética, mas não concordamos que esta seja feita sem os devidos estudos sobre os impactos ambientais, paisagísticos e sociais que a nosso ver, levaria à destruição do nosso concelho, com a implantação das megas centrais solares fotovoltaicas, parques eólicos, parques de baterias, linhas de muita alta tensão, e porque não, também, de fábricas de hidrogénio, para rentabilizar o investimento”.
Luísa Catarina Capelo recorda que “como é do conhecimento público, os preços da energia produzida por centrais fotovoltaicas desde o ano de 2024 que o mercado ibérico tem tido preços negativos, com mais horas de preços nulos ou negativos. A Resolução do Conselho de Ministros, nº 125/2026 de 17/06/2026, procedeu à revisão da Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030, que pretende consolidar a Estratégia como o instrumento central da política pública nacional para a conservação da natureza e o restauro da natureza”, para avançar que “desta forma o Governo aprovou um plano focado no ordenamento ecológico que impede a instalação de parques eólicos e solares em ecossistemas sensíveis com o intuito de proteger habitats selvagens, criando zonas de exclusão total onde a prioridade passa a ser a sobrevivência da vida selvagem”.
Luísa Catarina Capelo realça que “a instalação de megaparques solares fotovoltaicos, destrói tudo, a diversidade excecional das paisagens, das espécies, dos habitats, dos ecossistemas, de geossítios, do solo, da água (superficiais e subterrâneos), do ar e das gentes que nela habita e retira o seu sustento”, pelo que avança que “a energia solar fotovoltaica, a nosso ver, deve expandir-se sim, mas através de estruturas já artificializadas, como, por exemplo, telhados industriais, de prédios e de casas, parques de estacionamento, antigas minas desativadas e ao longo das autoestradas”.