António Tavares
Editorial
Numa época em que tanto de fala de novas tecnologias, da Internet e da Inteligência Artificial (IA) e nas alterações e ameaças que apresentam para a vida como a conhecemos, ainda vão surgindo dados positivos que fazem crer que, ao contrário do que muitos pensavam, nem tudo está perdido.
Exemplo disso é que os livros em papel continuam a dar prova de vida em Portugal, sendo que no ano passado a sua venda aumentou qualquer coisa como 6,9 por cento em comparação ao ano anterior. Em 2025 foram vendidos 14,8 milhões de livros, quando em 2024 foram vendidos 13,9 milhões, sendo ainda de destacar que em 2025 se alcançou um valor recorde, desde 2019.
O crescimento deve-se, sobretudo, ao aumento da venda de livros de colorir e infantis, ou seja, destinados aos mais novos, o que também é positivo, porque é importante criar hábitos de leitura nas crianças, de modo a continuarem a ler enquanto jovens e adultos.
Os números foram revelados pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), com base em dados apurados pela Gfk, que é a entidade independente pela auditoria e contagem das vendas de livros ao longo do ano.
Importa, agora, que esta tendência não seja pontual e cresça, abrangendo todos os géneros literários e faixas etárias, porque ler é bom, principalmente quanto se manuseia um livro em papel, com o seu cheiro e textura própria, que suportam as palavras que nos possibilitam viajar sem sair do lugar.
Boas leituras!