Edição nº 1965 - 30 de setembro de 2026

Fogo obriga a evacuar Jardim-Escola João de Deus

O Jardim-Escola João de Deus, em Castelo Branco, foi afetado, na passada sexta-feira, 25 de setembro, por um fogo, provocado por uma caldeira, que levou a que fossem retiradas do local quase 200 pessoas, a maioria das quais crianças.
O alerta para a ocorrência foi dado às 10h13, com as chamas a serem combatidas pelos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, havendo a registar que no local também estiveram presentes elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
No rescaldo da ocorrência, a diretora pedagógica do 1.º Ciclo do Ensino Básico, Pré-Escolar e Creche do Jardim-Escola João de Deus, Maria Teresa Romãozinho, realça que “em nome das minhas crianças, docentes e colaboradores do Jardim-Escola João de Deus, não podia deixar de expressar o meu mais sincero e grato bem haja publicamente, pela ajuda e solidariedade que recebemos numa altura de aflição”, sublinhando que, “infelizmente, fomos invadidos por uma horrível situação, um incêndio que teve início fora das instalações da instituição”.
Maria Teresa Romãozinho realça que “quero agradecer, e espero não me esquecer de ninguém, às minhas crianças, pelo modo exímio com que se portaram e evacuaram, foram umas campeãs; às docentes e colaboradoras, pelo profissionalismo que demonstraram; aos encarregados de educação, que nunca nos deixaram; e a todos quanto prontamente nos ajudaram: colegas do Alfredo Mota: diretora Célia Farinha, dona Alzira e demais colegas; ao senhor provedor da Santa Casa da Misericórdia, coronel José Augusto Alves e equipa; aos funcionários do Museu Francisco Tavares Proença Júnior; ao presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros; Dâmaso Rito, bem como ao comandante e equipa dos Bombeiros Voluntários; Proteção Civil, senhora coordenadora Teresa Fonseca e o engenheiro Nuno Monteiro; bem como PSP de Castelo Branco; engenheiro Brás e engenheiro Filipe Barata; aos funcionários da empresa Pires e Duarte; funcionários da empresa João Fonseca; funcionário da Floene: técnico da Beiragás”, sublinhando que “sem a pronta ajuda que nos prestaram tudo teria sido mais penoso”.
Acrescenta que “acreditem, que não existem palavras com exatidão para agradecermos todas as mensagens de apoio, solidariedade e carinho recebidas. Elas fizeram e fazem toda a diferença no atenuar da tristeza que todas sentimos nos nossos corações. Cada palavra e gesto de bondade, mostraram-nos que não estamos sós e, que cada vez mais o sabermos prestar solidariedade nas alturas de maior fragilidade faz toda a diferença e, ficará intemporalmente gravado nas nossas almas e no nosso recomeço. O fogo pode ter destruído bens materiais mas, o vosso apoio deu-nos a coragem de valorizarmos a esperança num recomeço que ainda se fará notar por alguns dias, será talvez demorado”.
É também destacado que “o maior abraço reconfortante recebemo-lo de todas as nossas mamãs e papás, de todos os sorrisos das nossas crianças”, para ser avançado que, “por conseguinte, espero ter conseguido mostrar a nossa eterna gratidão a toda esta comunidade educativa e cívica onde estamos incluídos”.
Maria Teresa Romãozinho acrescenta ainda que, “por fim, e como diria o poeta, Fernando Pessoa:
«O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. Bem haja pois, por fazerem parte dessas pessoas”.

30/09/2026
 

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