António Tavares
Editorial
Portugal comemora, na próxima segunda-feira, 5 de Outubro, os 116 anos da implantação da República.
É assim assinalado o fim da Monarquia Constitucional, que terminou com uma revolta armada que arrancou nos dias 3 e 4 de outubro de 1910 e que teve o seu ponto alto na manhã do dia 5 de Outubro, quando José Relvas proclamou a República, na varanda da Câmara de Lisboa.
Tal levou o Rei D. Manuel II e a família a partirem para o exílio, em Inglaterra, e foi o ponto de partida para um conjunto de alterações de relevo. Entre estas, uma das mais significativas foi o começo da Primeira República, com Teófilo Braga a liderar um Governo provisório. Isto, ao mesmo tempo que o real deu lugar ao escudo, em termos monetários, e a bandeira azul e branca da Monarquia foi substituída pela verde e vermelha da República, que chegou acompanhada do novo Hino Nacional, A Portuguesa.
Passados 116 anos é óbvio que a República está plenamente implantada, embora tal não invalide que ainda haja muitos defensores da Monarquia, muitas vezes com os olhos postos noutros países, como é o caso da vizinha Espanha, ou do mais emblemático Reino Unido.
Obviamente são escolhas e cada um é livre de fazer as suas, apesar de não se poder deixar de ter em atenção, que o tempo das monarquias já lá vai e as que ainda subsistem enfrentam frequentemente crises de identidade que as colocam em causa.