Coligação vê aprovada moção destinada a apoiar IPSS
A Câmara de Castelo Branco aprovou, por unanimidade, na sessão pública do executivo realizada na passada sexta-feira, 16 de outubro, uma moção apresentada pela Coligação SEMPRE por Todos, que propõe a inclusão de apoios específicos à segurança, prevenção e autonomia energética das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) no novo Regulamento Municipal de Apoio às IPSS, atualmente em elaboração.
A iniciativa surge na sequência dos efeitos da depressão Kristin, que “evidenciou a vulnerabilidade de muitas instituições perante interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica, particularmente daquelas que acolhem idosos, pessoas com deficiência ou cidadãos dependentes de cuidados permanentes”.
A moção aprovada propõe que o novo Regulamento Municipal de Apoio às IPSS “contemple expressamente a comparticipação municipal mínima de 60 por cento na aquisição e instalação de geradores de emergência, mediante critérios e limites a definir, dando prioridade às instituições com respostas residenciais e sem soluções alternativas de fornecimento de energia”.
O vereador Jorge Pio, da Coligação, realça que “a depressão Kristin deixou-nos uma lição muito clara: não podemos esperar pela próxima emergência para perceber que há instituições onde uma falha de eletricidade pode colocar em risco a segurança e o bem-estar de pessoas particularmente vulneráveis. Estamos a falar de equipamentos de oxigenoterapia, camas articuladas, elevadores, climatização e conservação de medicamentos. Não são comodidades, são necessidades essenciais”.
Jorge Pio sublinha ainda que o novo Regulamento representa uma oportunidade para estabelecer uma política de apoio mais abrangente e ajustada às necessidades reais das instituições, tendo em atenção que “as IPSS desempenham um papel insubstituível no nosso Concelho. Não podemos exigir-lhes que estejam preparadas para responder a situações de emergência sem lhes dar condições para isso. O Município deve ser um parceiro ativo, apoiando investimentos que protejam os utentes e garantam a continuidade dos cuidados”.
O vereador conclui que “a prevenção faz-se antes da próxima emergência. Proteger as nossas IPSS é, acima de tudo, proteger as pessoas que delas dependem”.
AT