22 de fevereiro de 2017

Joaquim Martins
Paz não rima com Almaraz

Paz não rima com Almaraz – As notícias que ontem chegaram de Espanha são animadoras. A Espanha que parecia decidida a ignorar os apelos portugueses não ignorou os de Bruxelas, após a queixa do Governo de Portugal. E decidiu suspender a construção do armazém em Almaraz. Na condição de Portugal retirar a queixa.
Portugal acedeu. Seguir-se-ão, espera-se, os passos que as normas europeias já impunham. A realização dos estudos de impacto ambiental, em Espanha e Portugal; a troca de informações entre os dois países; as visitas de técnicos portugueses; o debate público…
Não é ainda a solução. A opinião pública, os autarcas da Região, e a maioria das autoridades portuguesas, estão convictas de que só o fecho da central é uma boa solução. Porque os riscos são enormes; porque o tempo de vida da central já foi prorrogado; porque a regulação e pacificação de setor energético na Península Ibérica e nas ligações a França só é possível com o abandono do nuclear. Em Espanha a pressão das empresas beneficiárias da concessão e da economia da região de Almaraz tenderá a forçar os limites e a arriscar. Impõe-se um diálogo profundo e a discussão séria, das questões do nuclear. O futuro passa por aí? Julgamos que não. A energia nuclear é realmente muito mais barata, mas a questão dos resíduos tem-se revelado insuperável. Há bombas relógio de detritos nucleares, espalhadas um pouco por todo o Mundo, quer no fundo do mar, quer em minas abandonadas, quer em sarcófagos especiais (Cernobyl, Fukushima), quer em depósitos temporários.
O depósito temporário para Almaraz é apenas mais um. A indiciar uma vontade de continuar a utilização da central.
A notícia de ontem significa apenas uma pausa. Não anula a decisão, já tomada. Importa manter a pressão. O sossego e a Paz no nosso território não rimam com Almaraz.

Brincar ao Carnaval – Estão aí os desfiles e os corsos. É difícil resistir. Os folguedos entraram no sistema consumista. Tornaram-se uma indústria. Que é preciso promover. Que gera emprego. Que dinamiza o turismo. Que estimula a criatividade. Que não deixa morrer tradições…
A troika não conseguiu destruí-los. E o governo atual, em nome da tradição, manteve a tolerância de ponto que já repusera o ano passado. É tempo de descomprimir! De aproveitar a onda. De brincar… é que no Carnaval, ninguém leva a mal!



22/02/2017
 

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