CENTENÁRIO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE CASTELO BRANCO, 500 ANOS AO SERVIÇO DE QUEM PRECISA 1514-2014
Um livro que é a história da Misericórdia e da cidade
A Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco apresentou sexta-feira o livro V Centenário da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, 500 anos ao serviço de quem precisa 1514-2014, da autoria de António Lopes Pires Nunes.
A obra marcou o encerramento das comemorações dos 500 anos da Misericórdia, com o provedor, José Augusto Alves, a referir que “esta é uma obra para perpetuar a memória da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco” e recordou que “a nossa misericórdia, tal como as outras, está ao serviço de quem mais precisa”.
José Augusto Alves destacou também que o livro, que “é o finalizar das comemorações dos 500 anos, é uma obra que nos faz sentir a todos orgulhosos, pela fidelidade histórica e pela qualidade”.
A apresentação da obra coube a Eduardo Marçal Grilo, que considerou que “a ideia do livro não podia ser mais feliz”, para adiantar que “é um livro muito bem estruturado, interessante, fácil de ler”. Acrescentou ainda que “é um livro de história, mas é um livro que nos abre para uma série de outras áreas do conhecimento. É um livro que nos leva a ler outros livros”.
Eduardo Marçal Grilo explicou de seguida que o livro se divide em quatro partes e referindo-se à Misericórdia, em termos pessoais, recordou que “em 1954 fui aqui operado a uma apendicite, tendo sito anestesiado com éter”. Das suas memórias mais antigas em relação a esta instituição Albicastrense relembrou também os cortejos de oferendas e as procissões.
Já numa abordagem distinta manifestou que “é um erro gravíssimo se o País pensar que as misericórdias e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) podem ser instituições do Estado”. Posição que defende, por considerar que “estas têm serviços insubstituíveis”, além de “ser importante que o País mantenha uma sociedade civil muito forte”.
Por outro lado, classificou igualmente como “importante” o voluntariado, porque “é um trabalho inestimável” e regressando ao livro concluiu que “é importante para a história da Misericórdia e para a história de Castelo Branco”.
Opinião que foi partilhada pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, ao afirmar que a Misericórdia “carrega muita da história de Castelo Branco”.
Luís Correia, antes, fez questão de “dar os parabéns à Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco por ter promovido este livro, pelos 500 anos e pela história que tem”.
Em relação à instituição o autarca destacou “a cultura aqui existente, uma vez que sempre promoveu a cultura interior, de modo a que perdure”, não deixando de avançar que “só se consegue viver 500 anos, quando se é reconhecido pela sociedade”.
Luís Correia fez ainda questão de deixar bem claro que “é importante reconhecer o papel das IPSS, porque sabem e têm experiência”, defendendo que “farão melhor que uma autarquia ou o Estado”.
AT