22 de fevereiro de 2017

Fernando Raposo
SOBRE CENTENO, A CAIXA E A OPOSIÇÃO

Tenham Juízo!
Mário Centeno, ministro das Finanças, fizera o que antes nenhum dos seus antecessoresconseguira. Pela primeira vez, depois de Abril de 74, o défice de 2016 ficou em 2,1% do PIB, muito aquém do inicialmente previsto. A par disso, os vencimentos dos funcionários públicos e pensões foram repostos, a taxa de desemprego diminuiu, a economia está a melhorar, há mais investimento e mais emprego.
Embora a economia não esteja a crescer ao ritmo desejado, cresceu,ainda assim, em 2015, acima da média da União Europeia e também acima da Zona Euro. Tendo em conta o aumento do consumo privado em virtude do rendimento disponível dos portugueses, o aumento do investimento privado e público e o aumento das exportações, a economia segue agora uma trajectória mais sustentável e mais segura.
Em entrevista à Rádio Renascença (15 de Fevereiro), Mário Centeno assegurou que, “graças à correcção sustentável e durável das contas públicas, Portugal vai, finalmente, sair do Procedimento por Défices Excessivos”.
Os Portugueses respiram agora num ambiente mais tranquilo, mais saudável e também mais confiante, o que, em termos de melhoria da auto-estima, não é de somenos importância.
Mário Centeno, por quem tenho estima e admiração, pela forma serena, conhecedora e inteligente com que tem resolvido os problemas do país e sobretudo pela sua sobriedade(julgo ser justo dizê-lo),torna-se, para bem do país, um ministro indispensável.
É por tudo isto que Passos e os “seus Coelhos”, desorientados, desbaratam o tempo em intrigas, no “disse que disse” sobre um suposto compromisso entre Centeno e António Domingues, Administrador que já fora, e agora já o não é, da Caixa Geral de Depósitos, num ataque sórdido e vingativo a Mário Centeno que outro objectivo não tem a não ser o de o descredibilizar.
Mário Centeno tem provado que há outro caminho para o desenvolvimento do país, que não o do empobrecimento dos portugueses, da alienação do património do Estado e do desmantelamento dos serviços públicos, tão “apreciado” e seguido de forma tão cega e obcecada pelo anterior governo de Passos e Portas.
É por isto que Passos e os seus, do partido, andam de cabeça perdida, desgastando-se e desgastando-nos com questões irrelevantes.
Por que raio havia Mário Centeno de garantir a António Domingues que ficaria dispensado de entregar no tribunal Constitucional a sua Declaração de Rendimentos e Património, porque, dizem as más-línguas, Domingues lho terá exigido como condição para aceitar o cargo de Presidente da Caixa Geral de Depósitos?
A ser verdade, que rendimentos e património possui Domingues que os portugueses não possam conhecer? Então, se até Centeno teve que prestar contas ao Tribunal Constitucional, como impõe a Lei, porque razão haveriam Domingues e a sua equipa de ficar dispensados? Sabendo o que já se sabe sobre o sistema financeiro português, cujos danos causados estão a ser pagos à conta do sacrifícios dos portugueses, deveriam ser todos os administradores, do público ou privado, obrigados a dar conta dos seus rendimentos e património ao Tribunal constitucional, de acordo com o princípio da transparência, pilar tão fundamental na relação de confiança.
Tudo isto não passa de uma história muito mal contada e que apenas satisfaz aquilo que há de mais repugnante na natureza humana: a inveja e o ódio.
Tudo aquilo que Centeno tem feito em benefício do país atenta contra a agenda escondida da direita, que outro objectivo não tem do que o de privatizar tudo o que é público e possa constituir oportunidade de negócio apenas para alguns.
 É por isto que o PSD e o CDS são contra a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e tudo fazem para a denegrir e descredibilizar.
Tenham juízo!

22/02/2017
 

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