Edição: 1407
| Ano XXVI | 2 de dezembro de 2015
O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, nega que as 11 crianças reprovadas que frequentaram a Escola de Monsanto no ano letivo 2014-2015, estivessem em situação de abandono escolar.“As 11 crianças do 1º Ciclo foram todas reprovadas. Os pais disseram-nos que foram reprovadas por abandono escolar. Não percebemos que interpretação é esta”, explicou o autarca.Armindo Jacinto adiantou ainda que “as crianças foram acompanhadas por professores, com ensino individual, que foi devidamente aceite e que depois o Ministério, por birra, entendeu durante todo o ano perseguir as famílias de uma forma que é incompreensível”.O autarca diz que não podem fazer nada, exceto denunciar a situação junto das instâncias superiores.“Iremos ate ao Presidente da República a denunciar esta situação. Isto é claramente uma discriminação que não é possível neste país acontecer. Já nem precisamos que nos venham dar dinheiro, mas pelo menos que não nos atrapalhem e compliquem a vida. Foi o que foi feito, sobretudo aos pais e às crianças”, sublinha.Armindo Jacinto considera que “há claramente uma birra, não sei de quem, nem sabemos porquê. O que é certo é que para eles (MEC), Monsanto é claramente para abater”.O Complexo Escolar de Monsanto foi encerrado pela tutela no ano letivo 2014-2015, situação que originou um protesto dos pais e dos autarcas que recusaram a ida das crianças para Idanha-a-Nova.