POR CAUSA DO ITINERÁRIO COMPLEMENTAR 31 (IC31)
Leopoldo Rodrigues e Luís Correia trocam argumentos
O Itinerário Complementar 31 (IC31) esteve no centro das atenções na sessão pública da Câmara de Castelo Branco realizada na passada sexta-feira, 18 de fevereiro. A abordagem do tema foi feita por Luís Correia, do SEMPRE – Movimento Independente, ao referir que “ao ler o ponto do programa eleitoral (Autárquicas) do Partido Socialista (PS), nas acessibilidades está o IC31”, consta “um princípio que pode influenciar muito negativamente o desenvolvimento do Concelho de Castelo Branco”. Em causa está, avança “quando é referido «assumir consoante a necessidade de procura»”, para realçar que “assumir consoante a necessidade de procura é desistir de medidas de diferenciação positiva, de medidas diferenciadoras que alavanquem o Concelho de Castelo Branco”.
Luís Correia, em defesa do IC31 com perfil de autoestrada, destaca que assumir consoante a procura, no caso “da Madeira e dos Açores não teriam nenhuma autoestrada”. Vai mais longe ao afirmar que “no tempo do Governos do Partido Social Democrata (PSD) afirmavam que o gás natural nunca chegaria a Castelo Branco, porque não havia procura suficiente. Felizmente tínhamos um PS interveniente e o gás natural chegou. Também em relação à Autoestrada da Beira Interior (A23) a construção inicial era para ser por fases. Felizmente houve quem decidisse construir de uma só vez. Imaginem o que seria a Região sem a A23, ou se viesse num local qualquer”.
Na resposta, o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, afirmou que “me custa vê-lo tão revoltado com o PS. Foi um quadro importante do PS, Foi vereador, vice-presidente e presidente da Câmara de Castelo Branco, mas parece que de um momento para o outro ficou mal com o PS, dos que votam com no PS, Tem que resolver isso, porque o PS continua a ser um grande partido”.
O autarca, com a atenção centrada no IC31, destacou também que “enquanto foi presidente da Câmara o IC31 não se concretizou, não passou de propostas, não chegou sequer a concurso. Hoje temos um concurso para o projeto do IC31”.
Tudo, para assegurar que “nos vamos bater para que o IC31 seja com quatro faixas” e recordando que tal como já afirmou anteriormente “entre o ter tudo ou nada preferimos ter uma obra”.
Posições a que Luís Correia respondeu que “não tenho nenhuma revolta com o PS. Poderei ter alguma revolta com algumas pessoas do PS”, recordando que “comecei por dar os parabéns ao PS pela vitória nas Legislativas”.
Luís Correia avançou ainda que “o que está em causa não é o IC31, é o ponto que está subjacente. O que está em causa é que o PS deixa de defender medidas de discriminação positiva para o Interior. Estão a abandonar as medidas de discriminação positiva para a nossa região”.
António Tavares