PARQUE HABITACIONAL E INFRAESTRUTURAS DE APOIO
UBI avalia condições de vida em quatro concelhos da Cova da Beira
A Universidade da Beira Interior (UBI) vai iniciar o estudo do parque habitacional e das infraestruturas de apoio à população, nos concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão, e no Concelho de Manteigas, no Distrito da Guarda.
O Levantamento das Infraestruturas-Base da BEIRAVALLEY, que deverá ter resultados nos próximos meses, faz parte do memorando de entendimento assinado entre a UBI e as quatro autarquias. As conclusões contribuirão para apoiar esses municípios nas ações e estratégias de resposta à necessidade de atração de empresas de base tecnológica, em especial, a já decidida instalação, em Belmonte, da WIT Software.
O estudo será coordenado pela Ana Virtudes, docente do Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura, da Faculdade de Engenharia, que adianta que “o objetivo é fazer o levantamento da habitação, porque os profissionais da WIT terão de fixar-se pelos quatro municípios. Vamos identificar onde estão as habitações, a sua tipologia, os padrões de qualidade, o conforto e a habitabilidade”.
Além destas características, há outras estruturas e serviços a ter em conta, uma vez que “as pessoas, para se fixarem numa região, querem também uma oferta científica, cultural, educacional, de mobilidade e acessibilidades”, acrescenta Ana Virtudes. Todos estes aspetos podem existir noutras zonas do País, mas, de acordo com a docente da UBI, a Cova da Beira apresenta vantagens que merecem ser indicadas naquilo que pode ser um portfolio da região. Tudo, porque “temos algo ótimo, que é a qualidade de vida, a paisagem e o contacto com a natureza, por via da proximidade com a Serra da Estrela”.
Estes são alguns dos argumentos que podem trazer investimento para a região e que, de acordo com as intervenções dos participantes na assinatura do memorando, devem ser aproveitadas para atrair profissionais e investimento inovador para esta parte do Interior do País.
Durante a cerimónia, o Reitor da UBI, Mário Raposo; os presidentes das câmaras do Fundão e da Covilhã, Paulo Fernandes e Vítor Pereira, respetivamente, e os vice-presidentes das câmaras de Belmonte e de Manteigas, Paulo Borralhinho e Sérgio Marcelo, respetivamente, convergiram na ideia da importância do trabalho em rede para atrair investimento nas áreas tecnológicas e beneficiar de uma instituição científica como a UBI, para alcançar mais inovação e, por consequência, maior desenvolvimento. O Reitor da UBI manifestou total disponibilidade para a cooperação de uma universidade que é para o Mundo, mas que nunca esquece a sua forte matriz regional. “Temos este ADN connosco desde o início, que é a forte ligação à nossa região e ao seu desenvolvimento. É para isto que trabalhamos com os atores regionais, para alavancar o desenvolvimento desta zona”, salienta Mário Raposo. “Temos capacidade de desenvolvermos competências e formação”, referiu, lembrando que há projetos que “dinamizaram bastante a investigação” em áreas que permitem às empresas desenvolverem-se e melhorarem as suas capacidades competitivas, através da inovação”, como foi o caso do C4 - Cloud Computing.
Presente na assinatura do memorando de entendimento, o vice-presidente da Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Anselmo Castro, recebeu o elogio do Reitor e autarcas, por ter sido o catalisador do trabalho que vai ser feito. Interveio para lembrar o que cada um dos municípios tem feito para se desenvolver e reconheceu a importância do “Le-vantamento”, que é “mais do que um estudo”, e “esse mais”, depende da “cooperação e cumplicidade das câmaras. A primeira coisa é identificar as casas que estão disponíveis, mas, depois, é preciso pensar que políticas é que os municípios querem desenvolver e, preferencialmente, fazerem-no em conjunto para terem mais força”, concluiu.