GASTRONOMIA PORTUGUESA
Centro de Estudos Gastronómicos e valorização da ovelha Merino em destaque
A gastronomia portuguesa, bem como os vinhos, estiveram em destaque no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB), no passado sábado, 22 de julho, com as comemorações do 23.º aniversário da elevação da gastronomia portuguesa a bem imaterial do património cultural de Portugal. Assim, a semana das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa, que é assinalado a 26 de julho, tiveram início em Castelo Branco, para terminarem esta quarta-feira, 26 de julho, no Machico, Madeira.
A iniciativa foi promovida pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho e a Câmara de Castelo Branco, assumindo-se como “uma homenagem ao nosso património enogastronómico”, com o lema Gastronomia e vinho, porque ninguém é feliz sozinho.
O dia ficou também marcado pela adesão de Castelo Branco à Associação dos Municípios Portugueses do Vinho.
Na abertura da sessão, o presidente da Câmara de castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, começou por fazeruma apresentação da cidade e do Concelho, para mais à frente se focar na gastronomia, mais concretamente “no mel, no azeite, no queijo e a partir destes num conjunto de produtos gastronómicos a ele associados”.
Leopoldo Rodrigues destacou depois “as ambições e projetos concretos a partir da gastronomia”, com especial atenção no “Centro de Estudos Gastronómicos, ou Escola de Chefes, que terá a sua sede na Zona Histórica de Castelo Branco”, sendo que o objetivo “é trazer chefes com reputação nacional e internacional”. Um projeto que, adiantou, “além da gastronomia se alargará também à área do vinho e ao serviço de mesa e restauração”.
Com a atenção centrada na importância turística da gastronomia, Leopoldo Rodrigues adiantou que no “segundo semestre de 2023 e início de 2024 será consolidado o projeto do Centro de Estudos Gastronómicos, que será distintivo, pois será um projeto para se distinguir não apenas a nível local, mas também nacional e internacional”.
Leopoldo Rodrigues revelou, por outro lado, que está “a ser desenvolvido um trabalho com a Ovibeira, com base na ovelha Merino da Beira Baixa, da qual existem atualmente três a quatro mil cabeças, mas que esteve quase extinta” e acrescentou que “um dos problemas que os produtores têm apresentado é o da consanguinidade”.
Tudo isto, para realçar que a ovelha Merino da Beira Baixa “é um animal menos encorpado, mas que tem uma carne extraordinária de sabor e textura”.
Presente no encontro, o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, destacou a importância “dos 23 anos desta chancela do património imaterial” e realçou que “a gastronomia é um ativo forte na marca Portugal”, apontando para a importância “do caminho de mantermos a qualidade e a diversidade”.
Pedro Machado frisou também que “através de um trabalho iniciado em 2018, Portugal está a trabalhar para ser o melhor destino do mundo em enoturismo”.
Pelo meio garantiu que “as confrarias sãomo fiel depositário da saber fazer”.
António Tavares