À BEIRA DE SER ALVO DE PROFUNDA REQUALIFICAÇÃO
Praça cumpre 64 anos ao serviço da cidade
O Mercado Municipal de Castelo Branco, mais conhecido como Praça, comemorou, no passado sábado, 22 de novembro o 64.º aniversário. A data que assinalada com um momento, no qual não faltou o bolo de aniversário.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, salientou que “este é um espaço de memórias e é um espaço de vivências”, referindo-se-lhe como “uma estrutura central daquilo que são as dinâmicas comerciais e económicas do Concelho de Castelo Branco”.
Leopoldo Rodrigues avançou que “ao fim de 64 anos, sabemos que algumas melhorias temos que fazer”, pelo que “foi um caminho que começámos a preparar, ainda no mandato anterior, para que contratualizámos os serviços de uma entidade que faz gestão de mercados a nível nacional, com também algumas referências internacionais, que fez o estudo daquilo que são os vendedores e também os clientes e concluíram que o nosso mercado é quase o único a nível nacional, no que respeita a ter dois dias de forte movimento, o sábado e a segunda-feira, onde ainda temos, ao contrário da maior parte dos mercados do País, o espaço dos produtores e um fluxo maior de compradores ou de clientes”.
Para a elaboração do estudo, a Câmara definiu que “olhasse para o espaço, que identificasse aquilo que são os pontos fortes e os pontos fracos e que, ao mesmo tempo, nos apresentasse uma solução para a requalificação e para a melhoria do Mercado Municipal”.
O autarca adiantou que o “o trabalho está concluído, em termos daquilo que é a proposta de intervenção de arquitetura” e avançou que “estamos a desenvolver o caderno de encargos para lançar o concurso para especialidades. Após a conclusão das mesmas, lançaremos o concurso para a reabilitação do Mercado Municipal”.
Leopoldo Rodrigues garante que “essa requalificação vai trazer uma transformação quase radical deste mercado. Mantemos a estrutura física do mesmo, no entanto, daremos novos usos à estrutura, proporcionando outras oportunidades, não apenas para os que vendem, mas também para os que compram e para aqueles que nós queremos que façam parte da dinâmica deste espaço”.
A proposta comtempla “a reorganização do piso térreo, com a abertura de duas alamedas, no espaço onde atualmente estão estas lojas ou estes espaços para venda. A ideia é encostar todos os espaços comerciais às laterais e abrir estes dois corredores, que às segundas-feiras e sábados serão o espaço de venda dos produtos dos produtores locais. Isto quer dizer que o mercado que decorre aos sábados e segundas-feiras, lá embaixo, passará a estar sediado neste espaço”, concluindo que esta “foi uma das formas que a equipa encontrou para dar mais dinâmica e trazer mais pessoas também a estas lojas que estão aqui em cima e que estão abertas permanentemente ao longo do ano”.
Já para “o piso superior, que atualmente é ocupado com algumas atividades de artesanato, propõe-se a construção de uma residência partilhada. A ideia é ter aqui pessoas em permanência, que possam habitar temporariamente, naturalmente, porque não se tratará de um local para viver a vida toda. Serão residências partilhadas para estudantes, médicos, engenheiros que estejam a trabalhar na nossa cidade, sendo um espaço que ficará separado do Mercado, mas, ao mesmo tempo, partilhará este espaço e criará aqui dinâmicas”.
O Mercado terá também “agregada uma área de restauração que se quer partilhada entre este espaço interior do Mercado e o espaço exterior daquele espaço ajardinado entre a Câmara e o Mercado. Abriremos, portanto, uma passagem e esta área de restauração, partilhará o espaço interno do Mercado e estender-se-á para a parte exterior”.
Por sue lado, “o piso de baixo, que atualmente acolhe os produtores locais, será direcionado para espaços logísticos e espaços de armazenamento”.
Recorde-se que o projeto de requalificação da Praça foi apresentado em outubro do ano passado.
António Tavares