Edição nº 1925 - 17 de dezembro de 2025

António Tavares
Editorial

As redes sociais estão na mira do Parlamento Europeu (PE) que aprovou, recentemente, um relatório que pede que a idade mínima para se lhe aceder seja de 16 anos sem consentimento dos pais ou tutores legais, baixando para os 13 anos, com consentimento. Uma medida que tem como finalidade impedir que os mais jovens estejam expostos aos inúmeros perigos que se escondem nas redes sociais e que já foi tomada pela Austrália, país onde os menores de 16 anos já não podem aceder às redes sociais.
Os eurodeputados vão ainda mais longe, ao desafiar a Comissão Europeia para que seja criada uma aplicação digital que permita verificar a idade, pois, como se sabe, indicar uma idade falsa é um método habitual.
Por outro lado, também foi pedido à Comissão Europeia para que esta atue, de modo a serem proibidas práticas viciantes nas redes sociais, bem como que sejam desativadas as predefinições que criem dependência.
Estes são passos que, não sendo obrigatórios, podem ser a base para um caminho no sentido de combater o perigo das redes sociais, que tanta dependência criam nos mais novos, mas não só, pois o problema é transversal e afeta pessoas de todas as idades. No entanto, no que respeita aos jovens é mais preocupante, porque ainda estão na fase de formação da sua personalidade.
Numa perspetiva mais ampla, em termos gerais não se pode ignorar que a Internet tem muito de bom, mas também tem muito de mau, já para não falar que é como uma droga que cria dependência e, como já é avançado, é uma ameaça para a saúde mental.

17/12/2025
 

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