Edição nº 1938 - 18 de março de 2026

PS recusa fusão dos Centros de emprego

Os deputados do Partido Socialista (PS), perante “a eventual fusão dos centros de emprego da Covilhã e Guarda, que estará a ser preparada no âmbito de uma reorganização da rede de centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP)”, afirma que tal “está a preocupar a população do Interior e levou os deputados a questionarem a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”. Para os socialistas “esta é apenas uma das fusões que constam da proposta do Governo para a reorganização deste Instituto, segundo notícias recentemente divulgadas na Comunicação Social, e que suscita legítimas inquietações, sobretudo nos territórios do Interior”, porque “fica em causa a manutenção da proximidade dos serviços públicos às populações, a capacidade de resposta do IEFP às necessidades das empresas e trabalhadores locais, com impacto direto na coesão territorial”. Os deputados do PS salientam ainda “o papel determinante que os centros de emprego desempenham no acompanhamento de desempregados, na promoção da qualificação profissional e na ligação entre a oferta e a procura ativa de trabalho, funções particularmente relevantes em territórios de baixa densidade. Extinções e fusões de serviços públicos implicam perda de proximidade, presença territorial, bem como de autonomia, capacidade de decisão local e agilidade nas respostas, no caso concreto em áreas tão sensíveis como a inserção de pessoas no emprego, o ajustamento da formação profissional às pessoas e ao tecido económico e o apoio ao desenvolvimento das empresas, o que terá inevitavelmente potenciais impactos negativos na coesão social e no dinamismo económico nestes territórios”. Nesse sentido, perguntam ao Ministério do Trabalho “se confirma a intenção de proceder à fusão do Centro de Emprego da Guarda com o Centro de Emprego da Covilhã e, em caso afirmativo, quais são os fundamentos técnicos e estratégicos que justificam esta decisão”. Pretendem ainda “saber que avaliação foi realizada sobre o impacto desta medida no acesso das populações e das empresas aos serviços do IEFP nos territórios abrangidos e de que forma pretende o Governo garantir a proximidade e a qualidade do atendimento aos utentes destes concelhos e dos territórios envolventes”. Por último, perguntam “se está prevista a manutenção de serviços de atendimento permanentes tanto na Guarda como na Covilhã e que impacto terá esta reorganização ao nível dos recursos humanos e das estruturas locais do IEFP nestes territórios”.

18/03/2026
 

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