Petição quer salvar Oficina Batista e Bairro do Castelo
Salvar a Oficina Batista e o Bairro do Castelo é o objetivo de uma petição pública dirigida ao presidente da Assembleia municipal de Castelo Branco, que foi entregue dia 25 maio, na Câmara de Castelo Branco.
O documento, intitulado Todos pelo Bairro do Castelo, todos pela oficina do Batista, reuniu 2.141 subscritores, sendo realçado que “o volume de apoios alcançado supera em mais de 14 vezes o mínimo regulamentar de 150 assinaturas exigido por lei, facto que obriga, de forma vinculativa, a inclusão do debate e da apreciação do relatório da petição na ordem de trabalhos de uma próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal”.
Os peticionários fundamentam esta ação com “a necessidade urgente de proteger, valorizar e salvaguardar a identidade histórica, social e humana de Castelo Branco”, sendo que o movimento foca-se “especificamente na preservação da emblemática Oficina do Batista”, uma vez que “Jorge Batista, enfrenta atualmente um processo de despejo movido pela pressão e especulação imobiliária, bem como na melhoria do bem-estar dos moradores do Bairro do Castelo”.
O movimento realça que Jorge Batista, que é filho do prestigiado mestre Jaime Batista, que chegou a trabalhar para o Museu do Louvre, é hoje reconhecido como o último marceneiro em atividade na Zona Histórica de Castelo Branco. Com um percurso iniciado aos oito anos, o artesão foi responsável por obras de enorme valor cultural e religioso na região, como o cadeiral da Sé de Castelo Branco e restauros para o artista Manuel Cargaleiro. O seu papel cívico e contributo para a arte tradicional valeram-lhe, inclusive, a atribuição da Medalha de Ouro da Cidade”.
Através desta ação, os cidadãos exigem que “o órgão deliberativo municipal discuta e aprove medidas concretas de apoio, salvaguarda patrimonial e dinamização cultural que não só garantam a continuidade da histórica oficina, mas que também promovam a fixação da comunidade residente, travando a descaracterização do Bairro”.