12 fevereiro 2014

FUNDADO HÁ 15 ANOS
CERAS recupera cerca de 200 animais por ano

O Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) assinalou dia 4 deste mês 0 15º aniversário da sua fundação.
Recorde-se que o Ceras é um projeto do Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus, que conta com o apoio da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco e de outros mecenas particulares e tem como objetivo recuperar animais selvagens debilitados e devolvê-los ao meio natural.
Os responsáveis pelo Centro recordam que o primeiro animal a dar entrada foi um Mocho Galego, no dia 4 de fevereiro de 1999, sendo que nesse ano o número de animais chegou aos 30.
Segundo dados avançados a grande maioria dos animais que dão entrada no Centro é oriunda do Distrito de Castelo Branco (77 por cento), existindo ainda uma percentagem significativa de animais provenientes dos distritos de Portalegre (13 por cento) e Santarém (cinco por cento).
A maioria dos animais que deram entrada no Centro foi entregue pelo Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR), com 31 por cento, seguido por particulares (29 por cento), Quercus (21 por cento) e Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), com 12 por cento).
É também revelado que, em média, dão entrada por ano mais de 40 espécies diferentes, na sua maioria aves, Abutres, Águias, Mochos, Cegonhas mamíferos como ouriços-cacheiros, texugos, morcegos ou lontras, sendo que muitas destas espécies estão em perigo de extinção, como é o caso do Abutre-preto, da Águia de Bonneli ou da Cegonha-preta.
Em 2012 as principais causas que levaram à entrada de animais no CERAS foram os traumatismos (32 por cento, resultantes de colisões com cabos, atropelamentos e outros), seguidos das quedas do ninho (19 por cento), das suspeitas de veneno (13 por cento), da eletrocussão (oito por cento), juvenis desorientados (sete por cento) e o cativeiro ilegal (seis por cento).
O CERAS também colabora com vários projetos nacionais na receção de cadáveres para estudos, necropsia e colheita de amostras, desenvolbvendo paralelamente outras atividades, como ações de formação e de educação ambiental e estudos nas áreas de biologia e veterinária. O CERAS funciona maioritariamente com trabalho voluntário desde 1998 e ao longo dos 15 anos de existência já recebeu mais de 1.900 animais selvagens, contando com uma taxa de recuperação média de 60 por cento de animais devolvidos à natureza.

 

12/02/2014
 

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