Edição: 1660
| Ano XXXI | 14 de outubro de 2020
Organizada pela Sociedade de Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior vai ser inaugurada, no próximo domingo, dia 16 de agosto, pelas 17 horas, no Museu, a exposição A Ponte de Santa Águeda e o rio Ocreza. Memórias revi-sitadas. A mostra reúne fotografias realizadas por Veríssimo Bispo, na década de oitenta do século passado, da antiga ponte situada na freguesia da Póvoa de Rio de Moinhos e que foi submersa devido à construção da barragem da Marateca. Datada da Idade Média na sua envolvente detetaram-se relevantes vestígios datados do período romano que se encontram hoje espalhados por vários locais. A ligação à Gardunha, serra onde nasce a ribeira da Ocreza, está presente na exposição através de um conjunto de imagens do fotógrafo do território Diamantino Gonçalves. Para Hermann Scheufler, presidente da Sociedade de Amigos: “Com esta mostra queremos resgatar alguns monumentos esquecidos da cidade e da região e que o Museu se abra cada vez mais ao território. Este tempo de pandemia pode ser uma oportunidade para se visitarem os contextos onde foram recolhidas alguns do materiais das coleções e uma forma de se valorizar o património concelhio.” Completa a mostra uma maqueta do monumento de autoria de Júlio Vaz de Carvalho. Depois da inauguração será realizada de uma visita à barragem de Santa Águeda ao sítio onde se encontra submerso este importante elemento da rede viária medieval da região com o apoio de A. Joaquim Nunes, A. Mota Veiga, M. Costa Alves e de Pedro Salvado, diretor do Museu do Fundão, que apresentará o projeto “ Vias históricas e caminhos da Gardunha: traços de união de gentes, tempos e sentires” que pretende inventariar e preservar as antigas ligações entre a serra e a zona do Campo albicastrense. Não vamos inventar novas rotas que são um modismo. Vamos sim avivar os nomes e as memórias de redes e de complementaridades de circulação. As vias são elementos das paisagens muito peculiares que uniam o económico com o sagrado. O conjunto patrimonial associado a esta rede de caminhos da Serra da Gardunha é muito interessante e para ser valorizado tem de ser inventariado, tarefa que será efetuada por uma equipa que unirá associações dos dois concelhos e investigadores” conclui Pedro Salvado.