PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA PROLONGA-SE POR DUAS HORAS
Assembleia Municipal tranquila e sem grande discussão
A Assembleia Municipal de Castelo Branco realizada na passada sexta-feira, 28 de junho, não abordou muitos temas polémicos, como acontece em muitas sessões deste órgão. Motivo que, possivelmente, esteve na origem de algo que não é muito frequente, uma vez que no período de antes da ordem do dia, nem todas as forças partidárias utilizaram a totalidade do tempo disponível. Mesmo assim, o período de antes da ordem do dia, que no regulamento está contemplado com uma hora de duração, prolongou-se por duas.
Foi no período de antes da ordem do dia que Ernesto Candeias Martins, do MPT, que depois de se referir à apresentação da Operação de Reabilitação Urbana (ORU) da Zona Histórica de Castelo Branco, questionou o executivo camarário quanto ao Plano Municipal de Proteção Civil e ao combate à vespa asiática. Questões às quais o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, respondeu, no primeiro caso, referindo que desde a passada segunda-feira, 1 de julho, quando começou o período crítico de defesa da floresta contra incêndios, no Aeródromo de Castelo Branco está estacionado, “um helicóptero, dois aviões Canadair mais um suplente e dois aviões Fire Boss”, depois de ter adiantado que a autarquia também contratou duas máquinas de rasto.
Quanto à vespa asiática, Leopoldo Rodrigues adiantou que este ano já “foram destruídos 26 ninhos”, não deixando de recordar “a sensibilização junto das escolas, que envolveu 2.500 crianças e foram construídas duas mil armadilhas”.
Já o presidente da Junta de Freguesia de Monforte da Beira, João Ramos, chamou a atenção para as condições da estrada desde aquela localidade até à N18-8, com “buracos e muita vegetação nas bermas”. Problema relativamente ao qual Leopoldo Rodrigues afirmou que “penso que o projeto está concluído, para se avançar assim que haja condições”.
Também no centro as atenções estiveram as escolas. Matéria na qual Carlos Antunes, da coligação Partido Social Democrata/Centro Democrático Social – Partido Popular/Partido Popular Monárquico (PSD/CDS-PP/PPM) denunciou que a Escola Cidade de Castelo Branco apresenta “infiltrações e há falta de espaços protegidos para os alunos”, acrescentando ainda que no caso do “1º Ciclo do Ensino Básico as crianças comem o lanche na rua, no chão, por falta de mobiliário, além de terem de encher as garrafas de água na casa de banho”. Tudo, sem deixar de apontar “a falta de auxiliares”.
Ainda na área das escolas, Ana Lourenço, do SEMPRE – Movimento Independente, também denunciou “a degradação da Escola da Senhora da Piedade”.
Perante estas denuncias, Leopoldo Rodrigues apontou para “intervenções estruturais” e avançou que “precisamos de ter planeamento e intervenção a longo prazo”, sendo que no caso concreto respeitante aos auxiliares, “na sequência de um concurso foram contratados sete e temos uma bolsa de recrutamento”, apontando para setembro algumas novidades.
Na sessão da Assembleia Municipal foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do presidente da Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova, João Dionísio.
Já com quatro votos contra da coligação Partido Social Democrata/Centro Democrático Social – Partido Popular/Partido Popular Monárquico (PSD/CDS-PP/PPM) foi aprovado um voto de saudação da abolição das portagens, apresentado por Francisco Pombo Lopes, do Partido Socialista (PS).
Isto, enquanto uma moção sobre os objetivos prioritários da Aliança Territorial Europeia (ATE) – Norte de Extremadura & Beira Baixa, apresentada por José Dias Pires, do Partido Socialista (PS), foi aprovada por unanimidade.
António Tavares