SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS
Abstenção da Iniciativa Liberal viabiliza proposta de tarifário
A proposta tarifária dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco para este ano foi aprovada na sessão pública da Câmara de Castelo Branco realizada na passada sexta-feira, 20 de fevereiro, com três votos a favor do Partido Socialista (PS), três contra da Coligação SEMPRE Por Todos e uma abstenção da Iniciativa Liberal (IL).
Recorde-se que a proposta tinha sido chumbada na sessão privada do executivo camarário realizada dia 6 de fevereiro, com três votos contra da Coligação SEMPRE Por Todos e um da Iniciativa Liberal.
Motivo que levou inclusive à realização de uma conferência de Imprensa, no dia 9 de fevereiro, na qual a administradora delegada dos Serviços Municipalizados e vice-presidente da Câmara, Sónia Mexia, explicou detalhadamente a proposta e o que a justifica.
Isto, enquanto o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, que também preside ao Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados, apresentou igualmente algumas explicações e realçou que “esta é uma proposta equilibrada”.
À margem da sessão de Câmara, em comunicado de Imprensa, a Coligação SEMPRE Por Todos, realça que que votaram novamente contra a proposta, porque revela “uma clara falta de coerência política face aos compromissos anteriormente assumidos pelo atual presidente da Câmara, traduzindo-se ainda num agravamento significativo da fatura para famílias, instituições e tecido económico local”.
A vereadora Margarida Lourenço Duarte explica que “o nosso desacordo não é técnico, é político” e realça “o total respeito pelo trabalho técnico desenvolvido pelos serviços dos SMAS e pelos seus profissionais”. Margarida recorda que “no mandato anterior, o atual presidente da Câmara fez da redução do preço da água uma das suas principais bandeiras, tendo sido anunciada em 2023 uma descida até 14 por cento, apresentada como medida de alívio para os munícipes, além do compromisso assumido em 2021 de reduzir a fatura da água” e afirma que “a técnica informa, mas a decisão é política. Quando se reduziu o tarifário, foi assumido como mérito político, quando se aumenta, não pode ser desvalorizado como se fosse apenas uma imposição técnica”.
Tudo para concluir que “o nosso voto contra não é contra os técnicos, nem contra o serviço público. É um voto de protesto contra uma decisão política que entendemos não ser coerente com o que foi prometido e anunciado aos Albicastrenses”.
António Tavares