Juventude Socialista critica limitações na Linha da Beira Baixa
A Federação da Juventude Socialista (JS) de Castelo Branco manifesta, em comunicado, “profunda preocupação face à situação que se vive na Linha da Beira Baixa”, uma vez que “desde o passado dia 11 de fevereiro que, devido a estragos provocados pelo mau tempo, nesta linha ferroviária apenas circulam comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda. Os danos registados ao longo do Rio Tejo obrigaram à suspensão de parte significativa da circulação, prevendo-se que os arranjos possam demorar vários meses”.
Para os jovens socialistas “esta situação tem consequências graves para as populações que diariamente utilizam este eixo estruturante de mobilidade”, pois “são muitas as pessoas que dependem da Linha da Beira Baixa para trabalhar, estudar ou aceder a serviços essenciais e que, neste momento, ficam privadas de um meio de locomoção fundamental. Acresce ainda a injustiça de muitos utentes continuarem a pagar o passe ferroviário sem poderem usufruir plenamente do serviço para o qual contribuem”.
É igualmente salientado que “das 11 ligações que anteriormente existiam, passam agora a existir apenas quatro, uma vez que deixaram de circular os comboios Intercidades”, sendo considerado que “esta redução drástica da oferta representa um retrocesso inaceitável na resposta às necessidades das populações do Interior”.
Por tudo isso a JS afirma que “nos associamos às propostas da Move Beiras e em nome da coesão territorial, é imperativo repor todos os serviços da linha entre a Guarda e Vila Velha de Ródão, mesmo que, numa fase transitória, tal seja assegurado com composições de serviço regional. Defendemos ainda que os serviços da Linha da Beira Alta sejam estendidos ou, pelo menos, devidamente articulados com a Linha da Beira Baixa, como já aconteceu no passado, garantindo assim que o Norte do Distrito volte a ter uma ligação ferroviária eficaz a Lisboa”.
É ainda acrescentado que “não podemos continuar a permitir que o Interior seja progressivamente abandonado. A mobilidade é um fator determinante para a fixação de pessoas, para a dinamização económica e para a igualdade de oportunidades. No futuro, a Linha da Beira Baixa deve ser encarada como uma prioridade em termos de manutenção e investimento, de forma a evitar que situações de encerramento tão prolongado voltem a repetir-se”.