Ministra da Saúde ouve preocupações dos autarcas da CIMBB
Os presidentes dos sete municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) abrangidos pela Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), ou seja, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão, reuniram, dia 3 de março, com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na sede do Ministério, em Lisboa.
Entre os assuntos abordados esteve a situação da ULSCB, o Hospital Amato Lusitano (HAL) de Castelo Branco, os Cuidados de Saúde Primários e a nomeação de um vogal do Conselho de Administração indicado pelos presidentes de Câmara.
Os presidentes alertaram para a falta de médicos, com a situação a ser particularmente grave na Sertã, onde 40 por cento da população não tem médico de família.
Foi também destacado que a falta de médicos tem levado ao encerramento de vários Serviços de Atendimento Complementar (SAC) nos municípios da CIMBB, em muitos dias de semana.
Os municípios reiteraram a disponibilidade para apoiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) na procura de soluções para a falta de médicos, com incentivos à fixação de profissionais e a comparticipação dos encargos financeiros com as contratações necessárias.
Na resposta, Ana Paula Martins, segundo adianta a CIMM, em comunicado, “expressou o inequívoco entendimento de que os SAC são fundamentais no SNS, e que o seu encerramento é contrário às orientações do Ministério” e acrescentou que “conjuntamente com a Direção Executiva do SNS e o Conselho de Administração da ULSCB, serão avaliadas as soluções necessárias para assegurar o funcionamento dos SAC sem interrupções”.
Ana Paula Martins “lembrou que a falta de médicos tem expressão nacional, e afirmou que estão a ser estudadas soluções para assegurar a atração/retenção dos médicos recém-formados, assim como o ajustamento do modelo das Unidades de Saúde Familiar às condições dos territórios de baixa densidade”.
Relativamente ao vogal do Conselho de Administração da ULSCB, “do qual a indicação está legalmente consignada aos municípios abrangidos, e que foi espoletada em finais de 2023, Ana Paula Martins admitiu que a paridade dos conselhos de administração tem de ser garantida pelo Ministério da Saúde, garantido que será encontrada uma solução”.
A Ministra da Saúde “comprometeu-se, perante os autarcas, com a realização de uma visita abrangente à Beira Baixa, para perceber as dificuldades concretas no setor da Saúde, com a prioridade de investimento no Bloco Operatório do HAL, com a procura de soluções para mitigar o problema da falta de médicos, e com a integração de um vogal indicado pelos municípios no Conselho de Administração da ULSCB.
Ana Paula Martins transmitiu, ainda, “grande expectativa com o papel que o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) para a área da Saúde, Licínio Carvalho, terá na procura de soluções e no reforço das relações com as autarquias locais, parceiros indispensáveis do SNS”.