Edição nº 1941 - 8 de abril de 2026

Antonieta Garcia
ACORDEMOS. A VIDA VALE!

Procurei uma língua cheia de catos, de picos. Não para falar de poleiro que tanto não alcançam os saberes que me sustentam, neste tema. Vou recorrer a falinhas mansas? Não quero usar este registo... Talvez resulte um toque de língua afiada, outra de prata, com veneno de língua viperina, e uma enorme de trapos a apoiar, mesmo admitindo que posso perder o pio e o trambelho, este cada vez mais velho e relho.
Acontece que uma linguinha de prata que escorre baba e maldições, não tem a coragem de defender casos de gente arrojada.
E eu não queria ignorar a ameaça de poderosos Donald Tramp, quando fala de um Ultimato de 48 horas e que irá lançar o inferno no Irão.
Com esta desfaçatez adverte países, povos... de decisões que assustam e decretam mais mortos, mais tragédias, mais calamidades.
Quem diz ao Presidente dos Estados Unidos da América que ver o país aferrolhado, esvaziado, com a fome a crescer, é um crime que dói, que fere? Ai, os remorsos que se soltam!
Precisamos de um novo Sol no coração, de reinventar a esperança. São Tomás, na Summa Theológica, afirmava: “Se o mal total pudesse existir, destruir-se-ia a si mesmo”.
O Mal Absoluto existe? Hitler e Estaline, Mussolini, Mao Tsé Tung... não terão deixado dúvidas. O horrendo sopro das Trevas reabriu a caixa de Pandora. O Mal é uma doença?
Talvez muitos tenham esquecido o legado da Segunda Guerra Mundial, a destruição em diversas cidades do mundo.
Valorizar a paz e a tolerância entre as nações, é possível! Na verdade, “quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem”. – Gandhi.
A guerra é um massacre entre pessoas; corre o risco de multiplicar a eliminação de gentes, terras, países.
Donald Trump promete e repete que vai lançar o inferno no Irão! De que lado fica o “Diabo, à solta”? O que vemos?
Percebemos o olhar alucinado, a impotência perante a catástrofe. Lá em casa ouvia-se frente ao soldado que partia: “Vou chorar-te dia e noite nessa terra de ninguém”. - Elie Wiesel –
Onde nos leva a indiferença? Ser indiferente ao sofrimento torna o ser humano desumano (...).
A indiferença não é uma resposta, nem um pecado, é um castigo. É uma das lições mais importantes das vastas experiências com o bem e o mal, neste século.
O Angelus Novus da autoria de Paul Klee, como o “viu” Walter Benjamin, é um anjo atordoado de olhos esbugalhados rodeado de progresso, em busca de meios para salvar a Humanidade. Para Walter Benjamin, o anjo da história deve ter este aspeto (...) Adquirindo o desenho em 1921, escreveu: (...) “Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos... “ -
Acordemos. A vida vale.

08/04/2026
 

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