Palestra reúne tradições do Madeiro e livro de Natal
A Cooperativa Pinacoteca e a Associação Raia Gerações, com apoio da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa (ADCR) de Caféde, organizaram, dia 14 de dezembro, a palestra A Tradição do Madeiro de Natal da Beira Baixa, que incluiu a apresentação do livro As Festas de Natal, as suas Venerações e Divindades, de Luís Duque-Vieira. A iniciativa contou com a animação musical de Tom Hamilton e Solange Branco, com alguns temas alusivos à quadra natalícia e à Beira Baixa.
O orador convidado da palestra, Carlos Branco Gomes, destacou os Madeiros dos concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor, fazendo menção às suas principais diferenças e particularidades, sendo que ambos são organizados no dia 7 de dezembro e colocados no adro da Igreja no dia 8 de dezembro.
Relativamente ao Madeiro de Caféde, Clementina Prata, Glória Lucas, José Alexandre Prata e Leonardo Lucas, referiram-se ao Madeiro dos tempos antigos e atuais, recordando que em tempos o Madeiro de Natal era roubado nas grandes casas agrícolas.
A presidente da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde, Lucinda Martins, também falou do Madeiro da Póvoa de Rio de Moinhos, referindo-se ao passado e ao presente. Isto, enquanto José Barata Castilho, Francisco Abreu e Manuela Abreu referiram-se às particularidades dos Madeiros de Penamacor e de várias aldeias da Beira Baixa.
Já na apresentação do livro, João Morgado destacou “30 festas, dezenas de santos, várias divindades pagãs, tradições de Portugal e do Mundo; rigor histórico, sem ser chato: o autor cita papas, imperadores, datas, mas sem nos afogar em detalhes; curiosidades deliciosas: quem não quer saber que na Gronelândia comem 50 aves dentro de uma foca enterrada durante sete meses? Ou que na Ucrânia decoram a árvore com teias de aranha? Utilidade prática: tem orações, poesias, receitas, lendas. É quase um manual de sobrevivência natalícia”. Tudo para concluir que “é um livro que tanto serve para preparar um teste de História das Religiões como para impressionar a sogra na consoada! Não percam”.