Edição nº 1946 - 13 de maio de 2026

MÚSICO E COFUNDADOR DOS NORTON
JAFUIPEDRO edita Dia Normal e sobe ao palco do Cine-Teatro Avenida

JAFUIPEDRO, que é projeto a solo de Pedro Afonso, músico e cofundador da banda Albicastrense NORTON, acaba de edita o single Dia Normal, que conta com a participação especial de Bia Maria.
Depois da estreia, em 2024, com as canções Estendal da Razão e Vida de Recreio, JAFUIPEDRO surge agora num registo mais íntimo e direto. Este novo single revela um novo lado do projeto, com composições construídas a partir da simplicidade e do desejo de transformar histórias em canções.
Dia Normal, como é realçado, “carrega um pedido urgente para que as coisas encontrem finalmente o seu lugar, sem resistência. Fruto de um ano difícil e de conquistas arrancadas a pulso, é mais do que uma canção, é um retrato fiel da persistência e da vontade de continuar, mesmo quando a vida exige mais do que parece justo”.
A par do lançamento da nova canção, JAFUIPEDRO sobe ao palco do Cine-Teatro Avenida, de Castelo Branco, no próximo sábado, 16 de maio, às 21h30.
Confrontado com a mudança de registo apresentada por Dia Normal, JAFUIPEDRO afirma que “sim, efetivamente, é uma canção que traz um registo diferente daquilo que já lancei até agora” e explica que “é uma canção, na qual, assumo por inteiro a essência de cantautor. Em JAFUIPEDRO, todas as canções têm nascido, da forma mais simples possível, à boleia de uma voz e de uma guitarra. Desta vez senti a necessidade de não acrescentar nada em estúdio. A ideia foi respeitar a simplicidade do momento em que foi escrita e mostrar ao público a canção na sua pele original, livre de artifícios ou instrumentação mais pesada”.
No que respeita às principais diferenças em relação aos temas anteriores e se estes se verificam apenas ao nível da letra ou também na sonoridade, começa por realçar que “cada canção conta a sua história”, para avançar que “esta fala de um ano particularmente difícil. Não necessariamente mau, mas um ano onde todas as conquistas foram arrancadas a ferros, como se as coisas recusassem, de todo, fluir de forma natural. O refrão é precisamente um apelo a isso mesmo: o desejo de ter um dia mais normal, sem percalços no caminho”. Já em relação à sonoridade, garante que “a minha identidade enquanto artista continua bem vincada, mas desta vez, apresento-a numa fórmula mais simplificada e despida”.
Em Dia Normal também há a destacar a participação de Bia Maria, com JAFUIPEDRO a revelar que “a colaboração com a Bia Maria surgiu através do convite para participar no Pêndulo, um ciclo de residências artísticas promovido pela Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco. O conceito deste projeto é precisamente promover o encontro e a cocriação entre dois artistas, e a Bia foi a convidada para partilhar este processo comigo durante uma semana. Sendo uma artista que admiro muito, confesso que foi um exercício incrível abrir as portas da minha composição e fundir a minha identidade com a dela, criando algo novo a partir dessa partilha e da amizade que nasceu durante a residência”.
Quanto ao espetáculo no próximo sábado, 16 de maio, no Cine-Teatro Avenida, adianta que “o plano é tocar na íntegra as canções que compõem o meu disco de estreia, o Coreto Pop” e desperta a expetativa sobre o concerto ao afirmar que, “além disso, é possível que passe por algumas canções inéditas ou alguma ideia nova”, apesar de não querer revelar muito no que se refere a surpresas ou momentos especiais. Uma matéria em que sublinha que “mais do que prometer surpresas e criar demasiadas expectativas, gosto de pensar que a verdadeira magia de tocar ao vivo está precisamente naquilo que não se planeia. Prefiro deixar em aberto a ideia de que há sempre momentos imprevistos e únicos que nascem da partilha com o público naquela sala. Vamos ver o que a noite nos reserva...”.
Tudo isto numa noite de regresso aos espetáculos em Castelo Branco, sendo que para JAFUIPEDRO “tocar em Castelo Branco tem sempre uma dualidade fascinante. Por um lado, há uma magia e uma beleza inegáveis em tocar em casa. É a minha cidade, o lugar onde a minha música nasce, e ver caras conhecidas na plateia do Cine-Teatro Avenida traz um conforto enorme. Por outro lado, traz também uma dose extra de responsabilidade. O público da nossa terra é aquele que mais nos conhece e que, muitas vezes, nos acompanha desde o início. Por isso, a vontade de fazer o melhor concerto possível, de surpreender e de entregar algo especial, de alma e coração, é muito maior. É um misto de nervosismo bom e de um orgulho enorme”.
António Tavares

13/05/2026
 

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