A 10 DE JUNHO, COM APOIO DA CÂMARA DE CASTELO BRANCO
Alma Azul organiza Viagem com Escritores
A Alma Azul, com o apoio da Câmara de Castelo Branco, dinamiza uma Viagem com Escritores a Coimbra, no próximo dia 10 de Junho.
A viagem começa em Alcains, passa por Castelo Branco, e vai até ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.
Será junto à estátua de Avelar Brotero que os leitores partilharão poemas de Carlos de Oliveira, e através de Ruben A., se recordará Agostinho da Silva (1906-2026) num fragmento da sua autobiografia, O Mundo à Minha Procura, muito perto estará o edifício onde Ruben A. criou a Real República Babauo, nos anos 40 do século XXX, inspirada na obra de Salvador Dalí.
Mas o destaque no Jardim Botânico vai para o texto Balada, de Agustina Bessa-Luís, crónica da autora de O Comum dos Mortais, onde descreve uma caminhada entre a Rua dos Combatentes e os Arcos do Jardim (Botânico), em memória da sua residência em Coimbra. Segue-se o almoço comunitário no Parque de Merendas da Mata Nacional do Choupal, onde se evocará Estêvão Dias Cabral (1734-1811), nascido em Tinalhas, jesuíta e matemático que planeou o encanamento do Rio Mondego, e em consequência a criação da que é hoje a Mata Nacional do Choupal.
Será o início do encontro com o Rio Mondego que acompanhará os participantes também no tributo a Miguel Torga, na Portagem, e nas leituras, no Parque Manuel Braga.
Antes, ainda a visita ao centenário Café Santa Cruz, ao lado da Igreja Monumental onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques, no que transformam a Igreja de Santa Cruz, no primeiro Panteão Nacional.
Recorde-se que a Igreja de Santa Cruz é o que resta do grande e notável Mosteiro de Santa Cruz, onde o tio de Luís de Camões, D. Bento Vaz de Camões, era frade, o que lhe permitiu acolher em Coimbra o sobrinho e aconselhá-lo na leitura dos clássicos, daquele que ainda hoje apelidam como o maior poeta da Língua Portuguesa, ainda não destronado, pois é ainda no dia 10 de Junho, data do seu falecimento, em 1580, que se comemora o Dia de Portugal.
Após esta visita simbólica, onde não se deixará de ler como partilha comunitária o soneto Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…, os viajantes seguirão pelas ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges até à Portagem, onde junto ao mural que termina no Rio Mondego, uma obra do arquiteto José Bandeirinha e do artista plástico António Olaio, dedicado a Miguel Torga, será lido Vicente, conto do seu livro Bichos, um hino à Liberdade.
Seguindo depois para o Parque Manuel Braga, onde se realizarão novas leituras de Carlos de Oliveira e Manuel Alegre.
Recorde-se que no Parque se ergue a estátua de homenagem a Manuel Alegre, que completou em maio, 90 anos.
Será no Parque, ao lado do Rio Mondego, onde se recordarão ainda outros autores que passaram por Coimbra, como Eugénio de Andrade e João Camilo, além de outras personalidades que marcam o património cultural do Concelho de Castelo Branco, como Francisco Tavares Proença Júnior (1883-1916), que será recordado na sua paixão pela arqueologia em detrimento dos seus estudos em Direito, onde esteve matriculado, na Universidade de Coimbra.