António Tavares
Editorial
A chuva, ou melhor, a falta dela, tem sido um tema recorrente nas notícias mais recentes. Tudo, porque Portugal está a enfrentar um período de seca, que é notório nos campos, onde, nesta altura do ano, devia sobressair o verde, mas assim não acontece, uma vez que devido à falta de água, as ervas e tudo o resto não tem crescido. Seca que se reflete também, notoriamente, no volume dos cursos de água e, claro está, nas albufeiras das barragens, que apresentam níveis preocupantes para este altura no ano, fazendo temer pelo que será a primavera e o verão, se não chover significativamente.
Tudo isto faz com que assista a uma falta de alimento para os animais, que têm de ser alimentados com feno ou com rações, fazendo aumentar os preços quer da carne, quer de outros produtos com origem nesses animais.
Mas, entre muitas outras situações, os preços também são forçados a aumentar, porque as culturas e, consequentemente, a produção nos campos está comprometida.
Estes períodos de seca não são uma novidade para Portugal, mas, o que se tem verificado, é que cada vez o espaço temporal entre eles é cada vez mais curto.
Uma das razões apontadas para isso são as alterações climáticas, sendo que este ano há a juntar o facto do Anticiclone dos Açores estar a impedir que a chuva chegue ao Continente.
A esperança é que em março chova muito, bem como em abril, dando sentido ao provérbio Em abril águas mil, para que a situação de seca seja ultrapassada.
Mas, o futuro também está nas nossas mãos, passando por gerir racionalmente e poupar esse recurso tão importante que é a água.