Edição nº 1763 - 19 de outubro de 2022

António Tavares
Editorial

A polémica de fecho de maternidades é um tema recorrente, que se arrasta há vários anos. Uma questão importantíssima, havendo a ter em consideração que deveria, pelo menos num país civilizado, ser considerado um não tema, não se imaginando sequer a possibilidade de fechar um serviço que é determinante para as populações. Para todas, mas, principalmente, para as do Interior, insistentemente esquecido por quem está sentado a uma secretária, em Lisboa, e nem sequer conhece a realidade desta parte do território, que só se torna importante quando há eleições. Tirando essas ocasiões, tudo se resume a números e no caso dos partos, como são poucos, devido à desertificação, que nunca foi combatida, apesar de muitas promessas, como nascem pouco bebés há que fechar. Uma lógica enviesada, que no extremo e no absurdo, poderia, poderá, levar ao fecho do Interior. Houvesse coragem para isso.
Seja como for, o encerramento de maternidades é um retrocesso civilizacional nunca visto, desprovido de qualquer moral e humanidade.
No que respeita a Castelo Branco, é caso para se perguntar onde já se viu uma capital de distrito sem maternidade. Mais, como é possível não ter uma maternidade, quando, no passado, a cidade chegou a ter dois locais onde os bebés nasciam com o devido acompanhamento, que eram o Hospital e a Casa de Saúde Dr. Alberto.
O futuro, para alguns iluminados, será isto? Um futuro mais retrógrado que o passado?
Tenham um pouco de juízo e uma réstia de bom senso, porque os Beirões já provaram que são resilientes na luta contra as adversidades e, certamente, estão unidos para lutar por aquilo a que têm direito, como qualquer Português, quer viva no Interior ou no Litoral.

19/10/2022
 

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